domingo, 13 de março de 2016

265 - Orquídea: mini Phalaenopsis (estriada)

Até obter uma mini Phalaenopsis eu basicamente não precisava de nenhuma informação mais técnica, porém, ao adquirir uma mini Phalaenopsis fui atrás de informações, especialmente me interessava saber o que originava essas orquídeas (tão amplamente comercializadas); que tipo de cruzamento havia (há) de originá-las?
Após diversas pesquisas na internet (apenas) cheguei – felizmente – ao Blog Orquídeas sem Mistério1, a postagem era sobre “Semeio e recultivo de orquídeas – polinização, desenvolvimento da cápsula, maturação, colheita de sementes, armazenamento e qualidade das sementes2”, o melhor de tudo é que uma internauta (Michelle) fez uma pergunta que descrevia exatamente o que eu queria saber, eis a pergunta (que representa parte do comentário da internauta):

(…) Comprei duas mini phal e gostaria de saber como elas são obtidas, digo, através de cruzamentos ou se são encontradas na natureza. Gostaria de saber também se através de suas sementes irei obter outras mini ou precisa de mais algum processo para isso e por último gostaria de saber se são comercializados mini orquídeas apenas as phal ou outras (…) ("MICHELLE").

O autor do Blog então, respondeu de forma satisfatória (pelo menos para mim, neste momento):
 
(…) O termo mini phalaenopsis ou qualquer outra orquídea comercial que é chamada de mini é meramente um apelo comercial que não tem nenhuma ligação com os processos de produção e melhoramento genético da planta. No caso as mini Phals ou Mini Cattleyas e outras plantas híbridas de tamanho pequeno são obtidas por cruzamentos em que são usados pais que tendem a diminuir o porte da planta. No caso de Phalaenopsis existe uma série de espécies naturais de Phalaenopsis que possuem tamanhos pequenos e flores pequenas e elas foram muito usadas para obter plantas de porte pequeno. Ainda em relação a Phalaenopsis, muitos híbridos de Phalaenopsis pequenos são feitos com cruzamento utilizando o Doritis pulcherrima que tem porte pequeno e flores pequenas e assim também se conseguem plantas de porte baixo e existe uma gama enorme de cruzamentos e infinitas opções e a cada ano surgem novos cruzamentos mantendo essa linha ou não. Quanto a questão da polinização de suas mini Phals, se você fizer a polinização entre elas ou a auto polinização elas vão sofrer variações que por não se conhecer quais foram os pais utilizados, uma vez que a planta está sem a devida identificação aí não dá para prevê quais serão as variações, mas no caso da autopolinização deve sair plantas de porte baixo sim. Quando se consegue se comprar plantas com sua identificação correta, conforme a registrada oficialmente aí se torna mais fácil descobrir quem foi os pais que deu origem ao cruzamento e assim analisando sua genealogia é possível determinar os possíveis resultados ao usa-la em cruzamentos. Já em relação a comercialização existem outros vários tipos de orquídeas comercializadas como mini e ainda existem as microrquídeas(...) ("ANDREW FOGTMAN" - Eng. Agrônomo).

Observação endógena: para fechar, causa certa satisfação sabermos um pouco mais sobre cada uma das orquídeas que compõem nossa modesta coleção. De fato, não nos interessa nesse momento saber a fundo sobre a origem de cada orquídea, uma informação básica como a descrita anteriormente já é notável e confortante para a nossa curiosidade. Esta mini Phalaenopsis já foi adquirida portando essas flores e após o término desta florada ela iniciou – imediatamente - a formação de novas folhas e de diversas raízes.


1Disponível em: http://orquideassemmisterio.blogspot.com.br/ Acesso em mar. de 2016.

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