sábado, 13 de fevereiro de 2016

216 - Orquídea: Epidendrum secundum

“Descrito por Jacquin em 1760, o nome deriva do latim “secundus” referindo à disposição das flores todas em um mesmo lado. O tronco pode variar de alguns cm ate 2 m de altura.Amplamente distribuída nos trópicos da America do Sul até ao sul brasileiro, a coloração é bastante variada e devido a esta variação foram descritas por vários autores dando a ela varias sinonímias[i]”.
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Descrição: “espécie terrestre que vegeta em barrancos e cerrados em meio a detritos, possui pseudobulbos alongados (...), onde surgem folhas verde-acinzentadas, às vezes verdes com tons amarronzadas, surgindo alternadamente sendo lanceoladas e obtusas podendo chegar ate 6 cm de tamanho. No ápice do pseudobulbo surge cacho de flores, em forma de buquê chegando ate 40 flores, flores estas de 1 cm de diâmetro, com pétalas e sépalas lanceoladas, labelo trilobado e muito visitado por formigas[ii]”.
Característica: “espécie muito variável, tanto na forma como no tamanho e cor das flores. Pode ser reconhecida pelas flores não ressupinadas, pequenas, róseas e pelo labelo com margem denticulada”.
Habitat: “cresce em locais ensolarados, com substratos pedregosos e arenosos. Ocorre também no interior da mata, em área impactada. Está presente na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Densa, Restinga e Afloramentos Rochosos”.
Distribuição geográfica: “espécie com ampla distribuição geográfica, conhecida por toda a América Tropical. No Brasil, ocorre no Norte (Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins), Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)”.
Sinônimos: “Epidendrum crassifolium Lindl.; Epidendrum ellipticum Graham; Epidendrum elongatum Jacq.; Epidendrum juruaense Cogn.; Epidendrum magalhaesii Schltr[iii]”.

Observação endógena: esta é uma orquídea terrestre de particularidades incríveis; as flores ocorrem sempre em abundância e quando as hastes se esgotam de tanto florir e gerar cápsulas de sementes, emitem vários keikes, que vão gerar novas plantas mais rapidamente.
As florações, portanto, costumam ser longas e salvo alguma intempérie, esta orquídea permanecerá florescendo ininterruptamente; no caso desta muda, a mesma vem florindo sistematicamente desde set. de 2014 e até o momento ainda não parou, porém, reduziu o volume dos cachos e intensificou na produção de keikes. Assim, fica difícil contar a quantidade de flores e de cápsulas de sementes geradas neste longo período, mas é possível estimar que já são em torno de 280 pequenas flores. 


[i] Disponível em: http://orchidaceaebrasil.blogspot.com.br/ acesso em Nov. de 2014.
[ii] Disponível em: http://www.sodmg.com.br/glossario/detalhes/30/2/generosded-f/epidendrumsecundumjacq1760.html Acesso mar. 2014.
[iii] Disponível em: https://sites.google.com/site/florasbs/orchidaceae/orquidea-1 Acesso em mar. de 2014.

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