domingo, 30 de novembro de 2014

SLC. Golden Acclaim Richella - flores 2014

Como tinha afirmado na primeira postagem sobre esta Slc. golden acclaim richella ela é fruto de um presente! Um presente que, por sua vez, me presenteou em dose dupla este ano. Enquanto na primeira floração ela produziu apenas uma 1 flor, esta ano foram 2 belíssimas flores. Nelas, podemos constatar uma tonalidade ainda mais intensa: nas pétalas, sépalas e labelo, do que aquela vista na primeira floração.
Como indica um dos seus sobrenomes (acclaim - do italiano), estas flores nos induzem a uma verdadeira aclamação dourada!
 
 
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Polystachya Estrellensis - flores 2014

Esta já é a nossa 3ª postagem sobre essa espécie de Polystachya (tendo sido uma em 2012 e outra em 2013); o que nos faz voltar a publicar sobre ela, dentre outros motivos, é o fato de estar obtendo cada vez mais, outros olhares, através das fotos de suas pequenas flores...
Trata-se de uma espécie de fácil cultivo e que pode - inclusive - ser cultivada fora do orquidário, amarrada em árvores, que se desenvolverá muito bem.
 
 
 
 
 

sábado, 15 de novembro de 2014

149 - Orquídea: Encyclia Vespa

“Encyclia vespa [ou Anacheilium vespa] é uma espécie amplamente encontrada em toda a América Central, do Sul e Índias Ocidentais. Originalmente, ela foi classificada como Epidendrum vespa (1827) e manteve-se neste gênero, até que foi reclassificada como uma Encyclia (1971), quase 150 anos depois”. 
“Pode ser encontrada em todo o Brasil, o que indica a sua capacidade de adaptação a diversos climas. Cresce nas altas regiões montanhosas, regiões costeiras quentes, úmidos, bem como nas áridas planícies do interior (...)”. 
Descrição: tem pseudobulbos cilíndricos ou alongados. (...) as folhas são planas e arborizadas, com 2-4 folhas por cada pseudobulbo. Tem um hábito de crescimento simpodial”. 
Flores: “8 a 15 flores crescem em uma única haste. As flores são bem espaçadas e em hastes curtas. Curiosamente, as flores crescem de cabeça para baixo na espiga. São pequenas (3 cm). (...) as pétalas e sépalas são verdes com marrom avermelhado e manchas delicadas. As pétalas são separadas e elípticas e curvas de distância da flor. O lábio cremoso é uma forma exclusiva: (...) sem lóbulos laterais, que fica em pé e ereto longe das pétalas. As flores são de longa duração e normalmente aparecem no verão”.
Dicas de Cultura: “esta orquídea tolera uma ampla gama de condições de frio em ambientes quentes. Em climas intermediário e quente, pode-se cultivá-las [como se cultiva] as Cattleyas. Elas gostam de serem suspensas em vasos para haver uma boa circulação de ar, que também lhes permite secar adequadamente entre as regas (...)”. 
“Encyclia vespa também é conhecida como Epidendrum vespa, Epidendrum crassilabium, Epidendrum varregatum e Epidendrum tigrinum, dependendo do país em que está localizada[1]”.

Observação endógena: adquirimos esta orquídea em maio de 2013. Advinda do frio do sul do Paraná, não teve dificuldades para se adaptar e se renovar no calor do Nordeste do Brasil. Então, este ano, no início de julho, ela iniciou esta florada, em apenas 2 botões. As 2 flores duraram por mais de 1 mês e 15 dias. De características incomuns, como dito anteriormente, as flores nascem como se de cabeça para baixo, por causa da forma do seu labelo. A parte posterior das flores é totalmente branca.
 
 
Quando uma das flores começa a murchar, ainda é espetacular!

[1] Disponível: <http://www.viviorchids.com/index.php?module=webpage&id=5&page=12>. Acesso mai. de13.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Epidendrum Viviparum - flores 2014

O Epidendrum viviparum é uma orquídea incrível, principalmente quando observamos o seu porte, relativamente pequeno, com  a produção de hastes florais longas (eretas) e uma quantidade de flores excelente (este ano a minha planta produziu 2 hastes florais e um total de 13 flores). Outra característica que julgo importante é o fato de produzir keikes, nas hastes florais, na sequência que as flores murcham.
Eu publiquei sobre ele em 2012 e a seguir, em 2013. Ora apresentamos algumas fotos da floração em 2014, que, além de produzir keikes, produziu cápsulas de sementes, de forma inédita.
 
 
 
Alguns keikes.
Cápsulas em uma das hastes.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fazendo pesquisas na internet para identificar espécies de Orquídeas

Como se faz uma modesta pesquisa para identificar uma orquídea, que você “vê” na sua região, ou que você adquire, mas não sabe o nome?

Uma das coisas a ser observada é o seguinte: onde pesquisar? Livros, internet, amigos que conhecem mais sobre... Hoje em dia, comumente, recorremos à internet.
A orquídea em questão é do gênero Vanilla (baunilha) e a região na qual foi “vista” é o Nordeste do Brasil, Estado de Alagoas.
Antes, nós precisamos afirmar ser a Vanilla uma orquídea muito incomum e curiosa, dadas as suas características, tais como:
“Vanilla é um gênero de plantas trepadeiras. É encontrada em zonas tropicais e congrega cerca de 110 espécies. A partir dos frutos de algumas espécies obtém-se a especiaria comercialmente conhecida como baunilha (...)”.
“As espécies deste gênero podem ser reconhecidas, dentro da tribo Vanilleae, por serem trepadeiras, apresentarem clorofila, raízes aéreas; e sementes crustosas, sem asas”.
“Adicionalmente, as Vanillæ caracterizam-se por serem plantas de caules longos e mais ou menos carnosos, escandentes e reptantes, pouco ou muito ramificados, que aderem ao tronco das árvores com o auxílio de raízes adventícias, produzidas a cada nó do caule, em regra achatadas, lisas quando livres, e espessas e vilosas quando enterradas ou aderidas. As folhas são alternantes ou arranjadas em espiral, espaçadas, mais ou menos largas, carnosas e brilhantes”.
“Quando grandes e já elevadas, seus ramos pendem e frutificam, razão pela qual, em cultivo, demoram muito a florescer. Produzem inflorescências axilares, com flores solitárias ou em racemos, formando algumas vezes ramúsculos laterais”.
“As flores são em regra vistosas, pequenas ou grandes, muito perfumadas, efêmeras, produzidas em sucessão, em regra brancas ou de amarelo pálido (...). O fruto é carnoso, em formato de vagem ou ovalado, chegam a ter de 20 a 25 cm de comprimento e 3 cm de espessura, com sementes pesadas e crustáceas, negras ou acastanhadas. Existem 2 grandes grupos de espécies: um de caules espessos e folhas carnosas, que é bom produtor de baunilha, e outro de caule mais fino e folhas largas e mais herbáceas, que não produz favas tão úteis[i]”.
Fomos à internet e iniciamos nossa viagem que ainda não findou...!
Primeiro filtramos sobre quais seriam as espécies mais comuns, citadas na fonte de pesquisa, e onde ocorriam (por ordem alfabética).

FASE MAIS AMPLA
Vanilla:

  • acuta – América do Sul (Guiana e Suriname)
  • angustipetala – Brasil (São Paulo e Paraná)
  • bahiana – Brasil (Bahia)
  • bicolor – Brasil (Centro Oeste)
  • bradei – Brasil (São Paulo)
  • carinata – Brasil
  • cristagalli – Norte do Brasil
  • cristatocallosa - Norte do Brasil e Guiana
  • denticulata – Nordeste do Brasil
  • dietschiana – Brasil (São Paulo; Santa Catarina e Espírito Santo)
  • dubia – Brasil (Minas Gerais)
  • dungsii – Brasil (Rio de Janeiro)
  • edwallii – Brasil (Centro Sul)
  • gardneri – Brasil (do Pará a Pernambuco)
  • grandflora – América do Sul; Norte e Nordeste do Brasil
  • lindmaniana – Brasil (Mato Grosso)
  • organensis – Brasil (Mato Grosso e Rio de Janeiro)
  • parvifolia – Sul do Brasil
  • purusara – Brasil (Pará e Amazonas)
  • ribeiroi – Brasil (Mato Grosso)
  • schwackeana – Brasil (de Pernambuco a Minas Gerais)
  • trigonocarpa – Norte do Brasil
  • uncinata – Norte do Brasil
Estas acima, grifadas em verde se aplicam mais a nossa realidade. 

FASE MENOS VASTA 
Mas ainda estávamos um pouco distante, é verdade que alguns filtros já foram efetuados e nosso leque de possibilidades diminuiu um pouco.
Procedemos em mais pesquisas na internet (algumas delas dúbias e incertas demais, outras desconformes), porém, resumimos ainda mais, conforme visto abaixo (todas encontradas especificamente no Brasil):
V. bahiana em: Pará, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte;
V. chamissonis: Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal;
V. denticulata Pabst: Pernambuco;
V. gardneri Rolf: Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais;
V. pompona Schiede: Amazonas, Pernambuco, Minas Gerais e Mato Grosso;
V. planifolia: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro. 

"ÚLTIMA” FASE"
Quase por fim, pois ainda não conseguimos identificá-la (acho que isso só ocorrerá quando ela florir) encontramos outros nomes de espécies, que pareceram estar mais perto do nosso Estado, as quais nós não tínhamos encontrado antes; e então, chegamos à seguinte “conclusão”, ou seja, as maiores possibilidades é que nossa Vanilla “avistada” seja uma dessas abaixo relacionadas:
Vanilla bahiana;
Vanilla palmarum;
Vanilla planifolia;
Vanilla trigonocarpa.
Vanilla palmarum. Imagem extraída de: www.pbase.com
Vanilla trigonocarpa - imagem retirada de: www.delfinadearaujo.com
Consultando, ainda, amigos virtuais que cultivam alguns gêneros de Vanilla, ao observar a distribuição das folhas, sugeriram a possibilidade de ela ser também, uma Vanilla ribeiroi (apesar de constar sua ocorrência apenas em Mato Grosso).
Ilustração da Vanilla ribeiroi - imagem retirada de: www.orchidspecies.com

[i] Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vanilla Acesso em mai. de 2014.

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