sexta-feira, 21 de março de 2014

Encyclia oncidioides - flores 2013/2014

Pois bem, vamos a mais uma orquídea que floresceu de forma espetacular no fim do ano passado para o início deste ano: trata-se da robusta e imponente Encyclia oncidioides. Eu havia feito apenas uma postagem sobre ela - simples - no início de 2012.
Apresentaremos alguns dados: o início do crescimento das hastes florais (foram 2) deu-se por volta de fins de set. de 2013; até que os primeiros botões se abrissem em flores, foram necessários quase 2 meses; formou pouco mais de 200 flores pequenas e perfumadas que duraram - em média - até fins de fev. de 2014. No final ela ainda assegurou-se "eterna" com a formação de 5 cápsulas de sementes, que no momento estão bem graúdas.
Numa ocasião, a rã amanheceu assim: agarradinha na folha  - ao lado da pequena haste.

 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 13 de março de 2014

134 - Orquídea: Galeandra chapadensis


“(...) descoberta no Planalto Central Brasileiro, mais propriamente na Chapada dos Veadeiros, no norte do Estado de Goiás (...). Sua antera e também o conjunto formado pelo retináculo, caudículo e polínias são mais curtos e largos que as partes correspondentes a Galeandra curvifolia Barb. Rodr”.

Descrição: “planta epífita, cespitosa com pseudobulbos fusiformes, atingindo até 13 cm de comprimento por 1,5 cm de diâmetro na sua parte mais larga; inicialmente foliados e depois cobertos por restos de bainhas foliáceas (...)” (continua na nota de rodapé[1]).

Distribuição: “Goiás, na Chapada dos Veadeiros, próximo à cidade de Alto Paraíso de Goiás”.

Floração: “verão brasileiro”.

Habitat: “matas ralas de cerrado do Planalto Central, em altitudes superiores a 900 m”.

Etimologia: “trata-se de uma referência ao local de origem da espécie, a Chapada dos Veadeiros[2]”.


Observação endógena: antes de falar qualquer coisa, gostaria de sinalizar que esta orquídea é incrível na sequência de suas flores. Eu a adquiri de um cultivar de Palmas/TO, a ocasião era março de 2013. Veio composta por apenas 2 bulbos esguios e sem folhas, apenas com a memória de uma grande haste floral, completamente seca.

Por volta do mês de agosto ela iniciou a formação de um novo bulbo e à medida que ele crescia e tornava-se (lentamente) robusto, trazia consigo, no ápice, os primeiros sinais de floração, que se tornaram mais evidentes a partir do início de outubro de 2013 (à princípio 5 belos botões); em dezembro as primeiras 5 flores murcharam, mas já havia uma nova ramificação, na haste, com mais 3 botões e por fim, em fins de janeiro de 2014, mais 2 flores. Foram, portanto, cerca de 5 meses entre o princípio e o fim completo desta, que foi a sua primeira florada. Acho que as fotos demonstram que ela é uma orquídea incrível para ser fotografada e de uma charme particular.

 
 
 
Foram tantos meses de floração que deu para colocarmos ela numa vaso maior, de argila.
 
 
Nas duas últimas fotos, as últimas 2 flores!

[1] “Folhas linear-lanceoladas, verde acinzentadas, dísticas, um pouco plicadas, articuladas, decíduas, de tamanho variável, as maiores com até 20 cm de comprimento por 1,5 cm de largura na sua parte central. Inflorescência apical, com racemo arqueado, ostentando normalmente 5 a 6 flores simultâneas. Sépalas de cor ocre esverdeada, com 2,7 cm de comprimento por 0,4 cm de largura, sendo a dorsal lanceolada e as laterais levemente falcadas.
Pétalas falcadas, da mesma cor das sépalas, com 2,5 cm de comprimento por 0,6 cm de largura.
Labelo infundibuliforme, obscuramente trilobado, com 04 quilhas internas no seu centro, sendo as duas externas bem mais altas que as centrais; dotado de calcar estreito; quando explanado medindo 6 cm de comprimento por 3,5 cm de largura; tubo esbranquiçado, ápice purpúreo e calcar amarelado. A coluna é esbranquiçada e tem 10 mm de comprimento por 3 mm de largura. Antera esbranquiçada, com 3 mm de comprimento, dotada de apêndice superior filiforme, terminando em extremidade verrucosa, alargada e bifurcada. Apresenta 1 par de polínias amarelas com caudículo curto” (disponível em: delfinadearaujo.com).


[2] Disponível em: <http://www.delfinadearaujo.com/on/on21/pages/campa1.htm> Acesso em mar. de 2013.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Lista das Orquídeas de Alagoas (NE - Brasil)


Lista das Orquídeas de Alagoas[1] (Nordeste do Brasil)
Aspasia variegata  
Aspidogyne foliosa   
Barbosella crassifolia  
Brassavola: tuberculata, perrini. Híbridos naturais não descritos:
Brassocattleya /(B. tuberculata Hook X C granulosa Lindl.) 
Bulbophyllum sanderianum 
Campylocentrum: fasciola, ornithorrynchum, sellowii e spannagelii
Capanemia thereziae
Catasetum: gardneri, macrocarpum, purum e uncatum
Cattleya: granulosa, labiata e guttata
Cochleanthes flabelliformis
Coryanthes speciosa 

Cyrtopodium: cristatum, gigas, holstii e polyphyllum  
Dichaea: cogniauxiana, panamensis e rodriguesii
Dimerandra emerginata
Dipteranthus duchii
Eltroplectris calcarata
Encyclia: advena, bohnkiana, dichroma, flava, gallopavina, oncidioides, osmantha, patens e tripartita. Espécie dúbia: Encyclia amicta
Epidendrum: amblostomoides, anceps, avicula, carpophorum, cinnabarinum, cristatum, densiflorum, difformis, denticulatum, fulgens, ibaguense, imatophyllum, nocturnum, orchidiflorum, presbyteri-ludgeronis, ramosum, rigidum, schlechteranum, schomburgkii, strobiliferum, vesicatum e xanthinum 
Galeandra claesii,
Gomesa: barkeri e recurva
Gongora: bufonia e quinquenervis
Huntleya meleagris
Ionopsis utriculariodes
Isochilus linearis  

Jacquiniella globosa
Leochilus labiatus
Lygyophila rosea
Lockarthia: ludibunda e lunifera  

Maxillaria: desvauxiana, discolor, ferndinandiana, gracilis var. macrantha, jenischiana, monantha, parviflora, rufescens e splendens
Mesadanella cuspidata

Miltonia: clowesii, flavescens e moreliana
Notylia: punctata, barkeri, microchila e punctata
Octomeria grandiflora
Oeceoclades maculata

Oncidium: barbatum, baueri, cebolleta, cebolleta fma. albina, ciliatum e flexuosum
Orleanesia yauaperyensis
 
Phragmipedium sargentianum
Pleurothallis: barbulata, corticola, derregularis, modesta, ochreata, pruinosa, recurva, Rubens e sclerophylla spiralis
Polystachya: caespitosa, concreta e estrellensis
Prescottia leptostachya
Prosthechea: alagoensis, fragrans, glumacea e pygmaea

Psygmorchis pusilla
Reichenbachantus reflexus
Rodriguezia: bahiensis e bracteata

Sacoila lanceolata
Sanderella discolor 

Sarcoglottis acaulis
Scaphyglottis: fusiformis, modesta, prolifera e sickii
Schomburgkia crispa, rosea
Sobralia liliastrum
Sophronitis: cernua e alagoensis
Stanhopea lietzei
Stellis sp.
Stenorrhynchus lanceolatus ou australis

Trichocentrum: albo-coccineum e fuscum
Trigonidium: acuminatum, obtusum e tenue

Vanilla: bahiana, palmarum, planifólia e trigonocarpa  
Xylobium colleyi
Zygostates bradei[2]

[1] O material está contido no site que trás o seguinte título para a abertura do artigo: “AS ORQUÍDEAS BRASILEIRAS DIVIDIDAS POR ESTADO”.
Disponível em: <http://www.delfinadearaujo.com/estados/brasil.htm> Acesso em fev. de 2014.
O site esclarece que: “este levantamento é o resultado de um trabalho de pesquisa na literatura brasileira e estrangeira de 9 anos. Depois que o site foi colocado no ar, recebemos diversos e-mails de estudiosos e também de sociedades de orquidófilos informando a ausência de espécies em seus Estados. Estas informações foram também incluídas. Evidentemente, esta lista não é completa pois é impossível acompanhar todas as publicações inerentes ao assunto (seja no tocante à ocorrência, novas espécies, novos gêneros e/ou alterações propostas) em função do volume e das mais diversas origens. O sudeste foi sempre bastante beneficiado pelos estudos e, assim sendo, o levantamento desta região é mais completo. Outras regiões não foram ainda devidamente estudadas ou só mais recentemente começaram a sê-lo, como é caso da região amazônica, onde, devido às novas pesquisas de campo, o número de ocorrência e de espécies novas se elevou muito. Os dados mais recentes foram aqui incluídos mas outras surpresas nos aguardam (...). Por estas razões todas, estes dados são meramente informativos. Na maioria das vezes, adotamos a nomenclatura tradicional com exceções daquelas alterações nomenclaturas já consagradas”.
[2] A referida lista foi editada a partir de <http://www.delfinadearaujo.com/estados/alagoas.htm> Acesso em fev. de 2014.

sábado, 1 de março de 2014

196 - Orquídea: Ornithocephalos myrticola

"Ornithocephalus é um gênero botânico (...) que foi proposto por Hooker em 1824. O Ornithocephalus gladiatus Hook é a espécie tipo deste gênero. O nome do gênero refere-se ao fato da coluna de suas flores lembrar o formato de uma cabeça de passarinho com longo pescoço. Agrupa cerca de 40 espécies epífitas, distribuídas pela América tropical e equatorial, normalmente crescendo à sombra nas matas úmidas; 7 estão registradas no Brasil”. 

“São plantas sem pseudobulbos, com folhas carnudas, chatas, equitantes, gumiformes, que formam belos leques ou fascículos sobre curtíssimo caule nodiforme, por vezes invertidos ou pendentes dos ramos das árvores. As múltiplas inflorescências, eretas ou arqueadas, emergem das axilas das folhas, em regra mais de uma vez por ano com poucas ou muitas flores, espaçadas ou próximas”. 

“As minúsculas flores são bastante variadas, sempre delicadas, e muito interessantes. Normalmente granulosas ou pilosas, com segmentos mais ou menos espalmados, algo côncavos, algo vicidulosas em regra brancas, quase translúcidas, com detalhes amarelos ou verdes, possuem labelo trilobado e a coluna, sempre muito alongada e sinuosa, como foi dito, tem a aparência de uma cabeça de passarinho com grande antera de rosto longo, ou seja, prolongamento em forma de bico, com conetivo comprido e sobreposto ao rostelo dá coluna (...)[i]”. 

Pode ser plantada em:
1. Sombreamento: malha 80%;

2. Substrato: amario em placa ou casca e sphagno (plantio horizontal);
3. Envasamento: não[ii].
 
Observação endógena: adquiri esta micro orquídea por meio de uma permuta com uma orquidófila de SC, em outubro de 2013. Coloquei-a fixada num pedaço de madeira, envolvida por sphagno, na vertical; rapidamente, em novembro, iniciou esta primeira floração (eu temia como poderia fotografar suas flores minúsculas, da melhor forma possível, mas no final, acho que foi tranquilo - com meus atuais instrumentos - fotografá-las). Foi preciso quase 1 mês somente para a formação da pequena haste floral e suas ramificações; vieram os botões e, no início deste ano, as flores. Elas perduraram por quase todo o mês de janeiro de 2014.
Quando observei o aparecimento da primeira haste floral.
Logo depois, percebemos que seriam duas hastes.
 
 
 
Atualmente está assim. Esse muda de cima não floriu, está bem robusta; a de baixo é a que floriu e está meio detonada.

[i] Em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ornithocephalus_%28orqu%C3%ADdea%29 Acesso em out. de 2013.
[ii]Disponível em: http://orquideasapiflora.blogspot.com.br/2012/01/ornithocephalus-myrticola.html Acesso: nov. de 2013.

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