quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

"Morfologia das Cattleyas unifoliadas"


Encontrei uma matéria muito importante e interessante, no Terra Orquídeas e por isso, gostaria de reproduzi-la aqui no Orquídeas-Bromélias.
Trata-se de um tema explicando sobre a morfologia das Cattleyas unifoliadas, mas acredito que muitos dos conceitos explicados, podem se aplicar a outros gêneros e outras espécies, observando-se cada especificidade.
Está dito na matéria, do site indicado:
“(...) para entendermos melhor este estudo, iniciaremos separando as plantas do gênero Cattleya em 2 grupos, de acordo com a quantidade e formação das folhas”: 
“Unifoliadas: apresentam apenas 1 folha no ápice de cada pseudobulbo, excepcionalmente, podem apresentar duas folhas. Um exemplo é a Cattleya lueddemanniana”. 
“Bifoliadas: apresentam 2 folhas no ápice de cada pseudobulbo, excepcionalmente podem apresentar 1 ou 3 folhas. Um exemplo é a Cattleya amethystoglossa”.
“Nesta matéria, adotaremos como exemplo as plantas do gênero Cattleya, pertencentes ao grupo das unifoliadas, e que para uma maior compreensão, dividimos em 3 partes: partes vegetativas, peças florais e órgãos sexuais”.



Partes vegetativas deste grupo de plantas:
“Rizoma: caule rastejante e de crescimento horizontal, de onde emergem os novos pseudobulbos e brotam as raízes”.
“Gema: broto que, inicialmente em dormência, tem forma de olho, está situado na extremidade do rizoma e, oportunamente virará um novo pseudobulbo”.
“Pseudobulbos: caule aéreo, preenchido por parênquima aquífero, que por sua vez tem a função de armazenar água e atuar na síntese de carboidratos. Atua também no transporte de água e nutrientes entre raízes e folhas, assim como suporte para as mesmas”.
“Folhas: são órgãos especializados na captação de luz e nas trocas gasosas com a atmosfera, sendo peça fundamental para a fotossíntese, respiração e absorção de nutrientes”.
“Bainha: atua na formação e proteção dos novos pseudobulbos, até que os mesmos estejam totalmente maduros. Após este tempo de maturação do pseudobulbo, as bainhas secam, e vão aos poucos, em uma fase mais avançada de deteriorização, se soltando”.
“Internó: divisão dos gomos dos pseudobulbos, sempre bem demarcados pelo encontro da formação de duas bainhas”.
“Raiz: serve como meio de fixação no substrato ou qualquer outro tipo de superfície, porém sua principal função e a absorção de água e nutrientes”.

Peças florais e suas principais funções na estruturação da flor:
 

"Espata: bráctea que tem a função de proteger os botões florais em formação e que no seu interior as envolve total ou parcialmente, até que a mesma esteja em condições de ser rompida”.
“Haste: guia de sustentação das inflorescências”.
Pedúnculo: parte da haste que sustenta uma única flor ou fruto”.
“Inflorescência: modo do desenvolvimento e arranjo das flores em uma mesma haste floral”.
“Pétalas: estruturas membranáceas, amplas, coloridas e que possuem função de atrair insetos polinizadores”.
“Labelo: pétala dorsal que, por uma torção de 180º no botão floral, acaba posicionando na posição ventral, embora não ocorra em algumas plantas. Importante na polinização natural das flores, justamente por ter, em sua maioria, forma e colorido bem diferentes das outras peças florais. Neste grupo de plantas, o labelo é dividido em 3 lóbulos, 2 laterais, que recobrem a coluna e formam o tubo, e 1 lóbulo medial ou frontal, parte conhecida apenas como labelo”.
“Sépalas: peças externas do botão floral, normalmente menores e mais consistentes que as pétalas, possuem função de proteger o botão floral. São divididas em sépala dorsal ou superior, situada no meio das duas pétalas e sépalas laterais ou inferiores, situadas abaixo das duas pétalas”.



Aparelho sexual:
 
“Estame: órgão sexual masculino”.
“Clinândrio: prolongamento da coluna na sua parte masculina, bem na parte frontal desta, cuja função é fixar a capa da antera ao ápice da coluna. Algumas vezes sua morfologia permite distinguir espécies”.
“Antera: parte do estame em forma de saco, onde se desenvolvem as políneas”.
“Polínea: massa cerosa, constituída por grãos de pólen e uma substância viscosa e transparente. Esta substância viscosa faz com que as políneas saiam grudadas nos insetos polinizadores, ocasionando algumas vezes a polinização natural”.
“Pistilo: órgão sexual feminino, formado pelo ovário, estilete e estigma”.
“Ovário: parte dilatada do pedúnculo onde se formam os óvulos”.
“Estigma: abertura na parte superior do pistilo, recoberta de substância pegajosa e transparente, e que atua na fixação das políneas”.
“Coluna: órgão da flor, formado pelo pistilo e estame reunidos”.
Fruto: cápsula formada após a polinização de uma flor, onde as sementes ficarão protegidas até sua maturação[1]”.



[1] Portanto, esta matéria (na íntegra, mas com alguns cortes) foi extraída de: http://www.orquideasterra.com.br/?dicas,12 Acesso em dez. de 2013.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...