terça-feira, 31 de dezembro de 2013

113 - Orquídea: Slc. Golden Acclaim Richella

Encerro as postagens em 2013 com desejos de Paz, Felicidade e Bons Frutos para o Ano Novo, a todos os amigos e visitantes do Orquídeas-Bromélias.
Não à toa esta postagem que se segue é fruto de um lindo presente, da amiga e orquidófila Bete, do Blog da Bete Orquídeas.
Golden Acclaim 'Richella' é resultado do cruzamento entre os híbridos Slc. Tangerine Jewel e Lc. Ann Follis. Muitos orquidófilos preferem se ater às espécies, mas outros são fascinados pelos híbridos. Eles são especialmente projetados, através de cruzamentos cuidadosamente selecionados, para exibir o melhor em termos de cores, armação e facilidade de cultivo”. 
As flores desta orquídea costumam apresentar um flamejado vermelho nas extremidades laterais das pétalas amarelas. O efeito é belíssimo, fazendo uma composição com a cor do labelo[1]”.
Foi, portanto, “hibridizada a partir dos gêneros Cattleya, Laelia e Sophronitis (Sophrolaeliocattleya) (...)[2]”.

Observação endógena: tal presente chegou até mim em janeiro deste ano e iniciou sua primeira floração em novembro (cerca de 10 meses após); em apenas uma belíssima flor de cores estrategicamente definidas. Desde o aparecimento do botão floral até a flor secar completamente foram cerca de 31 dias;
O perfume é leve e agradável e as cores enfeitam qualquer ambiente.
Muito obrigado a Bete Orquídeas!
 
 
 
 

[1]Disponível:<http://www.orquideasnoape.com.br/2013/01/nova-mini-catt-slc-golden-acclaim.html> Acesso: jan.2013.
[2] Disponível em: <http://edmourao.atspace.com/hibrid.html< Acesso em abr. de 2013.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Phalaenopsis alba - umas flores 2013

Também aqui no blog já fizemos uma postagem sobre a primeira floração desta Phalaenopsis alba, ocorrida ano passado. Logo depois a associamos (isto é, o seu processo de floração) a outra Phalaenopsis, sendo a pintalgado.
Ora mostramos as 5 flores produzidas em 2013.
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

"Morfologia das Cattleyas unifoliadas"


Encontrei uma matéria muito importante e interessante, no Terra Orquídeas e por isso, gostaria de reproduzi-la aqui no Orquídeas-Bromélias.
Trata-se de um tema explicando sobre a morfologia das Cattleyas unifoliadas, mas acredito que muitos dos conceitos explicados, podem se aplicar a outros gêneros e outras espécies, observando-se cada especificidade.
Está dito na matéria, do site indicado:
“(...) para entendermos melhor este estudo, iniciaremos separando as plantas do gênero Cattleya em 2 grupos, de acordo com a quantidade e formação das folhas”: 
“Unifoliadas: apresentam apenas 1 folha no ápice de cada pseudobulbo, excepcionalmente, podem apresentar duas folhas. Um exemplo é a Cattleya lueddemanniana”. 
“Bifoliadas: apresentam 2 folhas no ápice de cada pseudobulbo, excepcionalmente podem apresentar 1 ou 3 folhas. Um exemplo é a Cattleya amethystoglossa”.
“Nesta matéria, adotaremos como exemplo as plantas do gênero Cattleya, pertencentes ao grupo das unifoliadas, e que para uma maior compreensão, dividimos em 3 partes: partes vegetativas, peças florais e órgãos sexuais”.



Partes vegetativas deste grupo de plantas:
“Rizoma: caule rastejante e de crescimento horizontal, de onde emergem os novos pseudobulbos e brotam as raízes”.
“Gema: broto que, inicialmente em dormência, tem forma de olho, está situado na extremidade do rizoma e, oportunamente virará um novo pseudobulbo”.
“Pseudobulbos: caule aéreo, preenchido por parênquima aquífero, que por sua vez tem a função de armazenar água e atuar na síntese de carboidratos. Atua também no transporte de água e nutrientes entre raízes e folhas, assim como suporte para as mesmas”.
“Folhas: são órgãos especializados na captação de luz e nas trocas gasosas com a atmosfera, sendo peça fundamental para a fotossíntese, respiração e absorção de nutrientes”.
“Bainha: atua na formação e proteção dos novos pseudobulbos, até que os mesmos estejam totalmente maduros. Após este tempo de maturação do pseudobulbo, as bainhas secam, e vão aos poucos, em uma fase mais avançada de deteriorização, se soltando”.
“Internó: divisão dos gomos dos pseudobulbos, sempre bem demarcados pelo encontro da formação de duas bainhas”.
“Raiz: serve como meio de fixação no substrato ou qualquer outro tipo de superfície, porém sua principal função e a absorção de água e nutrientes”.

Peças florais e suas principais funções na estruturação da flor:
 

"Espata: bráctea que tem a função de proteger os botões florais em formação e que no seu interior as envolve total ou parcialmente, até que a mesma esteja em condições de ser rompida”.
“Haste: guia de sustentação das inflorescências”.
Pedúnculo: parte da haste que sustenta uma única flor ou fruto”.
“Inflorescência: modo do desenvolvimento e arranjo das flores em uma mesma haste floral”.
“Pétalas: estruturas membranáceas, amplas, coloridas e que possuem função de atrair insetos polinizadores”.
“Labelo: pétala dorsal que, por uma torção de 180º no botão floral, acaba posicionando na posição ventral, embora não ocorra em algumas plantas. Importante na polinização natural das flores, justamente por ter, em sua maioria, forma e colorido bem diferentes das outras peças florais. Neste grupo de plantas, o labelo é dividido em 3 lóbulos, 2 laterais, que recobrem a coluna e formam o tubo, e 1 lóbulo medial ou frontal, parte conhecida apenas como labelo”.
“Sépalas: peças externas do botão floral, normalmente menores e mais consistentes que as pétalas, possuem função de proteger o botão floral. São divididas em sépala dorsal ou superior, situada no meio das duas pétalas e sépalas laterais ou inferiores, situadas abaixo das duas pétalas”.



Aparelho sexual:
 
“Estame: órgão sexual masculino”.
“Clinândrio: prolongamento da coluna na sua parte masculina, bem na parte frontal desta, cuja função é fixar a capa da antera ao ápice da coluna. Algumas vezes sua morfologia permite distinguir espécies”.
“Antera: parte do estame em forma de saco, onde se desenvolvem as políneas”.
“Polínea: massa cerosa, constituída por grãos de pólen e uma substância viscosa e transparente. Esta substância viscosa faz com que as políneas saiam grudadas nos insetos polinizadores, ocasionando algumas vezes a polinização natural”.
“Pistilo: órgão sexual feminino, formado pelo ovário, estilete e estigma”.
“Ovário: parte dilatada do pedúnculo onde se formam os óvulos”.
“Estigma: abertura na parte superior do pistilo, recoberta de substância pegajosa e transparente, e que atua na fixação das políneas”.
“Coluna: órgão da flor, formado pelo pistilo e estame reunidos”.
Fruto: cápsula formada após a polinização de uma flor, onde as sementes ficarão protegidas até sua maturação[1]”.



[1] Portanto, esta matéria (na íntegra, mas com alguns cortes) foi extraída de: http://www.orquideasterra.com.br/?dicas,12 Acesso em dez. de 2013.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Phalaenopsis pintalgado - umas flores 2013

As Phalaenopsis são incríveis em suas florações; tenho apenas 2, que são muito generosas em flores (como quase todas as orquídeas deste gênero). Este ano é a segunda floração desta Phalaenopsis pintalgado. Ano passado ela havia produzida 2 belas flores e eu mostrei em uma postagem; este ano, há alguns meses fiz outras postagem associando o processo de desenvolvimento das flores da Phalaenosis alba com a Phalaenopsis pintalgado (singular sintonia).
Espero que gostem dessas novas flores da Pintalgado!

Observação endógena: eu estou satisfeito com as suas flores (este ano foram 2 a mais que o ano passado), mas o que queria mesmo era induzi-la a produzir keikis. Li que espalhar pó de canela sobre o substrato, quando as flores começam a murchar poderia fazer com que ela gerasse keikis; eu fiz isso, mas não obtive êxito!
 
 
 
 
 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Blc. Waikiki Gold 'Lea' com espata: um espanto!


“As flores de Blc. Waikiki Gold 'Lea' são de aproximadamente 9 cm de diâmetro e de uma cor amarelo sol, portanto, a flor tem uma ligeira qualidade cristalina. O lábio trombeta é longo com uma saia de babados. Docemente perfumada, as flores de Blc. Waikiki Gold 'Lea' tem um doce aroma fresco. Cada haste de flor pode suportar de 3-6 flores individuais. As flores têm uma aparência cerosa[1]”. 
"Na floração das orquídeas pode-se envolver a participação de uma estrutura bastante temperamental: a espata[2]. Ela funciona como um invólucro que protege os botões durante o seu desenvolvimento. No entanto, a sua aparição não é garantia de flores. Já vi orquídeas cujas espatas nasceram, cresceram e secaram, sem jamais dar qualquer sinal de floração. Por outro lado, algumas orquídeas são conhecidas por emitir os botões florais a partir de espatas secas e desacreditadas. Portanto, a regra é nunca cortá-las. Por fim, ainda existem orquídeas que florescem do nada, sem o aviso prévio da espata. Depois de uma pesquisa mais detalhada, descobri que a ausência de espata é uma característica [de alguns híbridos] primários[3]”.

Observação endógena: o espanto deve-se ao fato de que esta minha Blc. Waikiki Gold ‘lea’ já apresentou 3 floradas (todas este ano); a primeira delas foi mostrada aqui no blog, a segunda ainda não, e em todas nunca houve a formação e a presença de espata, os botões saíam diretamente nus do interior do bulbo (entre as folhas)! Nesta terceira florada, portanto, ela mostra que também sabe construir espata! Logo mais a seguir, mostraremos as fotos dessas duas últimas floradas.
 
 
 

[2] “Espata é uma bráctea que tem a função de proteger os botões florais em formação e que no seu interior as envolve total ou parcialmente, até que a mesma esteja em condições de ser rompida” (disponível em: http://www.orquideasterra.com.br/?dicas,12 Acesso em dez. de 2013).
[3] Disponível em: http://www.orquideasnoape.com.br/ Acesso em dez. de 2013.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Polystachya estrellensis - umas flores 2013

Em 2012 eu publiquei sobre a Polystachya estrellensis (fotos de grandes cachos de pequenas flores); este ano elas floriram em menor quantidade (são duas plantas), mas eu pude captar melhores detalhes (acredito) de suas pequenas flores.
 
 
 
 

domingo, 1 de dezembro de 2013

168 - Orquídea: Cattleya araguaiensis


Eu havia postado sobre esta orquídea quando ainda não sabia sua identificação, junto com outras 5; mas desde aquela época, 2 já foram identificadas: a Laelia Jogheana e agora esta Cattleya Araguaiensis.
Trata-se de uma espécie epífita, de crescimento simpodial e endêmica do Brasil, preferencialmente nas matas próximas às margens do Rio Araguaia, em Tocantins e Goiás, portanto o seu nome é uma referência a estes locais de ocorrência principal. A flor é emitida no ápice do pseudobulbo, protegida por uma bráctea e geralmente apenas 01 por pseudobulbo.

Descrição:
“Caracteriza-se por seus pseudobulbos cilíndricos, unifoliados, finos e folhas rígidas, carnosas, oblongas, com ápice mais ou menos agudo. A inflorescência é apical comumente uniflora, ocasionalmente, com mais flores. As flores são estreladas, com sépalas estreitas, lanceoladas, as laterais assimétricas. Pétalas um pouco mais curtas e ainda mais estreitas que as sépalas (...). Labelo amplo, levemente trilobado, com lobos laterais envolvendo completamente a coluna e central muito pequeno, um pouco dobrado para baixo. Tanto as sépalas quanto as pétalas são marrons, com ou sem máculas amareladas ou ocres e o labelo é branco com tubo amarelado e parte frontal púrpura (...)[1]”.

Observação endógena: ele me veio como brinde, mas nem sei se ele foi intencional, porque na verdade, ela estava toda enrolada a uma outra orquídea: Pleurothallis pectinata; é advinda de SC, sul do Brasil. Primeiramente a confundi com algo como as do gênero acianthera e outros e acabei plantando-a pendurada para baixo, amarrada a um pedaço de madeira. Ela então, no primeiro bulbo que fez crescer, tratou de se inclinar para cima e já trouxe consigo uma espata, algum tempo depois um botão, e finalmente esta belíssima flor!
 
 
 
 
Olha só aquilo que escrevi antes: por não saber que se tratava de uma Cattleya, plantei-a de cabeça para baixo, achando que era uma do gênero acianthera. Desde então, ela vem se auto-organizando!

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