segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Perguntas Frequentes - Bloco 1


 01 – COMO PODEMOS OBTER MUDAS DE ORQUÍDEAS?
Inicialmente é preciso que afirmemos haver pelo menos três formas de se obter novas orquídeas. Por meio das seguintes técnicas: reprodução simbiótica, meristemática e vegetativa.
A simbiótica ocorre por meio das sementes, quando elas são geradas após a floração e quando armazenadas e postas sob as técnicas e condições adequadas, geram novas orquídeas, da mesma espécie, necessariamente. Naturalmente, elas precisam da presença de um determinado fungo para se desenvolverem; em ambiente criado outras substâncias são forjadas para tentar desempenhar a função exercida pelo fungo.
A forma meristemática somente é viável em laboratório, em cujas possibilidades, as pontas das raízes são capazes de gerar novas plantas através de clonagens.
A forma mais simples é aquela chamada de vegetativa, pela qual dividimos uma orquídea em duas ou mais, por exemplo, ou através de seus rizomas. Porém, na divisão de uma planta, deve ser obervada a quantidade mínima de três pseudobulbos para cada muda, inclusive para a matriz e deve-se usar tesoura higienizada quando for feito o corte.
Informações complementares, no link abaixo:
  
02 – QUAIS SÃO OS CUIDADOS BÁSICOS COM AS ORQUÍDEAS?
É preciso que se atente inicialmente para o local onde você quer cultivar orquídeas: ele ao menos se assemelha ao ambiente natural? O clima da região é propício para a sua orquídea? Caso contrário as adaptações deverão ser ainda mais complexas!
            Para que a sua orquídea se desenvolva bem é preciso que se tomem cuidados básicos, principalmente relacionados à luminosidade, à ventilação, às regas e à adubação.
Luminosidade: ao contrário do que alguns pensam, a maioria as orquídeas, precisa e muito de luminosidade, porém, esta não deve ser direta, pois poderá matar a planta em poucos dias ou, dependendo do gênero, em poucas semanas. Daí, dependendo do espécime, a luminosidade indicada pode ser de 50%, 60%, 70% etc.
Ventilação: possibilitará o arejamento do local, ajudando a evitar pragas e fungos, principalmente, e também ajudará a evitar que as raízes das orquídeas se mantenham úmidas por muito tempo, uma vez que elas precisam – na maioria dos dias – que o substrato esteja desafogado.
Regas: são essenciais, mas não devem encharcar a planta. A maioria das orquídeas não se alimenta somente pelas raízes (e com a água da rega; mas pelas partículas de água trazidas pelo vento, pelo sereno noturno e outros fatores), logo elas não precisam estar o tempo todo úmidas. Geralmente, a maioria dos gêneros, prefere regas alternadas a cada 07-15 dias; é importante também, que somente as raízes e o substrato sejam molhados.
Adubação: muitos cultivares usam o adubo para as orquídeas. No link acima citado, você encontrará umas dicas importantes. Eu não uso adubo nenhum, mas procuro reproduzir o habitat natural da orquídea, geralmente fixando-a numa árvore ou num pedaço de madeira envelhecida, com partes em estado de degradação, bem como gravetos, folhas etc. as que não estão em árvores mantêm-se protegidas por uma tela de meia sombra, que só permite a passagem da luminosidade em +/- 50%.

03 – COMO FAZER UMA ORQUÍDEA CATTLEYA FLORIR?
Não há nada a ser feito para uma Cattleya florir, caso ela esteja plantada num local adequado; pois a floração ocorrerá naturalmente, na estação correta. Em havendo condições ideias de: luz indireta, ambiente arejado e regas normais ela certamente brindará ao cultivador com flores belíssimas e perfumadas! E sendo adulta e já tendo mais de três pseudobulbos bem formados, folhas e raízes intactas, na época propícia (dependendo da região) ela vai florir. Mas, se a região não for favorável para o gênero Cattleya, ele jamais irá florir!

04 – QUAIS SÃO AS ORQUÍDEAS QUE MAIS FLORESCEM TODO O ANO?
Vejam bem: eu não me dispus a pesquisar algum artigo ou informação que abordasse sobre uma relação dos gêneros de orquídeas mais floríferos; mas posso falar com alguma propriedade e em relação aos gêneros de orquídeas que mais florescem por ano, levando em conta os que possuo: os 07 primeiras florescem várias vezes ano (em meses seguidos ou alternados, em mais de 01 pseudobulbo, etc.); já a maioria delas floresce apenas uma vez ano, em 01 ou mais pseudobulbos.
11º
Brassavola
Tuberculata
Catasetum
Macrocarpum
Cattleya
Labiata
Denphal
Alba
18º
Denphal
Ekapol
Dimerandra
Emerginata
14º
“Encyclia”
“Alagoensis”
10º
Encyclia
Osmantha
Epidendrum
Frangrans
Epidendrum
Nocturnum
20º
Epidendrum
Viviparum
Epidendrum
Difformis
Oeceoclades
Maculata
12º
Oncidium
Cilliatum
19º
Oncidium
Cebolleta
17º
Phalaenopsis
Pintalgado
16º
Phalaenopsis
Alba
Polystachya
Estrellensis
15º
Schomburgkia
Crispa
13º
Sophronitis
cernua

05 - COMO PROCEDER NA REGA ÀS ORQUÍDEAS?
As regas – geralmente – são toleradas pelas orquídeas nos intervalos 07-15 dias, como dito anteriormente. Porém, essa regra não se aplica a todas as fases das orquídeas, bem menos a todos os gêneros de orquídeas. Quanto à rega, especificamente, algumas das orquídeas precisarão de mais, outras de menos. Também deve ser observada a época do ano e a fase em que se encontra a orquídea: se está em crescimento de novos pseudobulbos (a rega deve ser mais frequente); se está em produção de flores (a rega deve ser menos frequente); se entrou em período de repouso, as folhas caducaram (a rega deve ser praticamente suspensa) e por vai-se! Somente a partir do momento que você obtiver determinado gênero de orquídea e for ler sobre ele, saberá melhor como cuidar dela e ajudá-la a florir, ano após ano. Porém como saber se uma orquídea precisa de água? Ela dá alguns sinais: o mais visível é quando os pseudobulbos mostram-se enrugados, significa que ela está usando os nutrientes armazenados neles, para manter-se viva! Mas não é saudável deixar que ela se sacrifique assim, sempre que precisar de água. O ideal é que a rega seja controlada, a fim de evitar essa experiência!

06 – COMO IDENTIFICAR UMA BROMÉLIA?
Recomendo como principais leituras as postagens presentes no blog da Prof.ª Fabíola Sostmeyer Polita, docente da Escola Qualifica, disponível na internet, em:
No qual a referida professora (em seu blog) diz inicialmente que “a família Bromeliaceae é dividida em 03 (três) subfamílias: Bromelioideae, Tillandsioideae e Pitcairnioideae. Cada uma das subfamílias comporta um grupo de gêneros com distintos hábitos de desenvolvimento”. Vejamos a tabela abaixo:
Subfamília
Gênero Aechmea
Folhas em roseta, folhas com espinhos nas pontas e no ápice da inflorescência.
Brácteas da inflorescência vivamente coloridas
231 espécies e 54 variedades botânicas
Gênero Ananás
Gênero do Abacaxi e dos Abacaxis ornamentais
Gênero Billbergia
Folhas em roseta tubular, espinhos visíveis ao longo de toda margem, manchas ou bandas transversais esbranquiçadas.
Brácteas da inflorescência sem espinhos, inflorescências de pouca duração.
63 espécies e 25 variedades botânicas
Gênero Bromélia
Gênero do Gravatá
Gênero Cryptanthus
“Estrela da mata”, roseta foliar achatada que cresce paralelamente ao solo, folhas com espinhos.
Flores brancas surgem entre as folhas da roseta.
53 espécies e 4 variedades botânicas
Gênero Neoregelia
Roseta de folhas abertas, as folhas com espinho tem o ápice retorcido, folhas centrais da roseta ficam coloridas antes da floração.
Inflorescência imersa na cisterna.
108 espécies e 7 variedades botânicas.
Gênero Nidularium
Roseta foliar aberta, semelhante à Neoregelia, assim como também tem espinhos pequenos.
A inflorescência é envolta de brácteas curtas, que parecem um ninho e dão nome ao gênero.
45 espécies e 4 variedades botânicas.
Subfamília
Gênero Alcantarea
Folhas em roseta aberta, de grande dimensão, e folhas sem espinhos.
Inflorescências alongadas, ramificadas e de grande dimensão.
17 espécies.
Gênero Guzmania
Folhas em roseta aberta e folhas sem espinhos.
Inflorescência alongada com o ápice coberto de grande número de brácteas grandes e coloridas.
187 espécies e 18 variedades botânicas.
Gênero Tillandsia
Folhas em roseta aberta, sem cisterna, folhas sem espinhos e acinzentadas.
Inflorescência alongada, com brácteas vivamente coloridas.
Bromélias pequenas.
539 espécies e 81 variedades botânicas.
Gênero Vriesea
Folhas em roseta aberta, semelhante às folhas de Guzmania, folhas sem espinhos e acinzentadas.
Inflorescência alongada, com brácteas curtas, por vezes semelhantes à Tillandsia.
248 espécies e 40 variedades botânicas.
Subfamília
Gênero Dyckia
Folhas em roseta aberta, acinzentada, folhas ligeiramente suculentas com espinhos rígidos e grandes.
Inflorescências alongadas, com flores alaranjadas.
121 espécies e 7 variedades botânicas.
Acesso em: setembro de 2012.

07 – ONDE COMPRAR SPATHOGLOTTIS?
      O caminho mais rápido e fácil é buscar os diversos sites de vendas na internet. O empecilho é - sem dúvida - o pagamento do frete e a incerteza se a muda virá da forma que você, pelo menos imaginou! O ideal seria ir a uma feira de orquídeas ou pessoalmente a um “orquidário real”! Às vezes encontramos Spathoglottis plicata à venda nos centros das capitais, junto com outras flores e rosas, bromélias e orquídeas como Arundina graminifolia (orquídea bambu). Uma vez adquiri um exemplar deste no cento de Maceió, para ser mais preciso, na Rua da Alegria - Centro. 

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