quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Artigo - Encyclia oncidioides: uma historieta de flores

Encyclia oncidioides
Uma historieta de flores
RESUMO
 Este artigo apresenta a trajetória de uma orquídea que fora coletada no seu habitat natural, porém, desprendida da árvore que lhe sustentava, logo tombada sobre o solo, prestes a morrer. Inicialmente e de forma breve, o artigo aborda sobre o gênero em questão, qual seja: Encyclia. E depois faz apontamentos sobre sua ligeira recuperação e florações (período compreendido de 05 anos). Trata-se de um gênero e espécie de orquídeas de agradável odor ao olfato humano (quando floresce), além de ser de porte grande e floresce em quantidades surpreendentes.
PALAVRAS-CHAVE: orquídeas; encyclia osmantha; desenvolvimento de orquídeas; floração de orquídeas.
 ABSTRACT
This paper presents the trajectory of an orchid that had collected in their natural habitat, however, detached from the tree that held him, then tumbled on the ground, about to die. Initially and briefly, the article discusses about the genre in question, which is: Encyclia. And then make notes about your blooms and slight recovery (period ranging from 05 years). It is a genus and species of orchids from pleasant to smell human odor (when blooming), besides being sized and large blooms in amazing amounts.
KEYWORDS: orchids; encyclia osmantha; development of orchids; flowering orchids.

"Encyclia é uma orquídea epífita, de crescimento simpódico (como ocorre na maioria delas), e que costuma florescer no verão. Esta que nos referimos fora adquirida em 2007 e acompanhamos sua recuperação, desenvolvimento e floração até 2011. Sobre as orquídeas de modo mais amplo e – inclusive – outro artigo já publicado (sobre o gênero Epidendrum fragrans, num blog relacionado) pode ser acessado pelo link abaixo referenciado"[1].
“O cultivo da Encyclia é fácil, principalmente - como tantas outras epífitas – se mantida sobre árvores; mas a sobrevida é longa em vasos; fibras não compactadas. Diversos materiais podem ser usados, desde os pedregulhos de quartzo com um pouco de raízes de coqueiro, bem desfibrados"[2].
“Encyclia pertence a um largo gênero de orquídeas tropicais e subtropicais das Américas e Índias. Em sua maioria apresenta flores de pequeno porte, algumas perfumadas, em hastes rígidos de até 50 cm, com touceiras na base; pode gerar até 60 flores por haste. A maior parte das espécies é encontrada no México e Índia. Poucas espécies deste gênero são endêmicas da América do Sul. Estas orquídeas requerem cuidados semelhantes às cattleyas, mas as necessidades variam de acordo com a espécie"[3].
Sobre esta orquídea tratada neste artigo gostaríamos de versar sobre a sua aquisição. Esta se trata de uma orquídea que estava arrancada de sua base normal (árvore) de maneira que não possuía praticamente nenhuma raiz em bom estado e seus pseudobulbos bastante maltratados e danificados, além de enrugados, de modo que nós não julgávamos sua recuperação. No entanto, surgiu um novo pseudobulbo (este que deu as primeiras flores) a partir de outro (por sinal o mais sofrido), já que estava obscurecido, como se estivesse definhado e não possuía sequer resquícios de folhas, mais que isso era o que embasava todos os demais (num total de 3).
Diante de todas as situações de maus tratos que esta orquídea sofreu logo depois que sua base de sustentação (a árvore) fora cortada, é extremamente vitoriosa a sua floração, que atingiu um bom número de 23 flores, somente na 1ª.
Abaixo mostramos uma descrição da ocasião de suas flores, num período compreendido por 05 anos.
Pois bem:
§     A 1ª floração ocorreu entre nov. e dez. de 2007 (nos referimos ao processo compreendendo entre a primeira observação empírica do aparecimento de uma haste floral até o padecimento da última flor ou a observação da primeira formação de cápsula de sementes); tratava-se de apenas 01 pseudobulbo a florir e que atingiu a quantidade máxima de apenas 23 flores, em algumas delas houve a fecundação e a formação de cápsulas de sementes. E somente em maio do ano seguinte as cápsulas de sementes se romperam e o vento levou as minúsculas sementes.
§  A 2ª floração ocorreu entre nov. de 2008 e fev. de 2009. Desta feita ocorreu em 02 pseudobulbos e uma quantidade máxima de apenas 35 flores que também geraram sementes.
§ A 3ª floração aconteceu entre set. de 2009 e jan. de 2010. Em nada mais nada menos que 04 pseudobulbos (estes já bastante desenvolvidos - a orquídea estava completamente recuperada e formando excelentes bulbos, folhas, raízes e flores). As flores desta florada somaram 275 – ultrapassando em pelo menos 08 a média considerada paradigmática para este gênero, por haste -; também houve a formação de cápsulas de sementes. Quanto às hastes florais, observamos o seguinte: em 06/11/2009 suas hastes já estavam bem desenvolvidas; em termos de tamanho métrico já ultrapassavam 1 m de altura.  Em 25/01/2010 nós pudemos observar que algumas flores já perdiam vitalidade e os ramalhetes começavam a entrar em decadência. Portanto, a floração do ano de 2009, perpassava ainda com algum vigor para 2010. Grosso modo podemos esclarecer que tal floração durou quase 60 dias, se levarmos em conta apenas o período compreendido entre a abertura das primeiras flores e a visualização real de sua inexistência. Porém, desde o aparecimento da primeira haste floral (em 20/09/2009) até esta última fase citada nós observamos ter um tempo médio de 04 meses. Salientamos que ainda em fev. de 2010 havia uma flor em transformação para cápsula de sementes, a única desta feita. 
§   Quanto à 4ª floração, veio entre set. de 2010 e fev. de 2011 e em 05 pseudobulbos, que fizeram nascer e exalar perfume por pelo menos 377 flores (mais de 30 acima da média), sendo que em algumas delas também houve fecundação, por insetos e abelhas ou o vento, certamente. Ao tempo em que ela desenvolvia esta floração, nós fizemos uma análise mais detalhada de sua estruturação e constatamos: em 24/10/2010 já havia 13 pseudobulbos válidos, dentre os quais o maior – em altura – possuía 26 cm e aproximadamente 4,9 cm de diâmetro; a folha mais comprida media 66 cm. Ao passo que, no dia 01/11/2010 medimos a altura da haste floral – daquela que mais de destacava – esta chegava a 95 cm. Em resumo podemos dizer o seguinte sobre esta 4ª floração: a primeira haste floral apareceu para nós em 03 de set. de 2010. Quanto à abertura das primeiras flores deu-se somente 03 meses depois, em 22 de dez. de 2010. A plenitude das flores foi alcançada somente por volta do início de jan. de 2011; o término parcial deu-se por volta do dia 09 de fev. de 2011. Foram cerca de 05 meses desde a abertura das primeiras flores até a formação de cápsulas de sementes.
§  na 5ª floração, ocorrida entre out. de 2011 e jan. de 2012, em 04 pseudobulbos, foram originadas tão somente 275 flores e não se formou cápsulas de sementes, fator, acreditamos ocorrido por conta de ter havido mudança dela para outro vaso, certamente num momento inoportuno, bem como alterações no orquidário, que acarretou maior incidência de luz direta em todas elas.
No ano seguinte (por volta de abril de 2012) tornou-se necessária a divisão do exemplar, o mesmo já não cabia o vaso anterior. Após o corte, novas raízes somente surgiram a partir de 07/06/2012 – quase 02 meses depois. Este ano acreditamos que não haverá floração, haja vista a temporada de flores para as Encyclias estar bem próxima e ela mantém apenas 2 frágeis pseudobulbos em potência para florir. 

Este artigo foi primeiramente publicado no site WebArtigos e pode ser visto através do link:
http://www.webartigos.com/artigos/encyclia-osmantha-uma-historieta-de-flores/94670/
[1] Disponível em: <http://www.orquideas-bromelias.blogspot.com.br/2012/05/1-pseudo-artigo-epidendrum-fragrans.html>
[2] PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.
[3] Extraído de: <http://www.orquideana.com.br>. Acesso em: jan. de 2008.

domingo, 19 de agosto de 2012

56 - Orquídea: Denphal alba

“O denphal é [uma espécie de orquídea] muito florífera, com capacidade para até 2 ou mais florações por ano. O cultivo é fácil, se adapta em qualquer lugar de clima quente; adora calor. Após a floração se inicia o crescimento dos novos bulbos, neste período a rega deve ser feita com maior frequência[1]”.
Geralmente antes de perder todas as flores já inicia também o brotamento e crescimento do (s) novo (s) pseudobulbo(s).
A haste floral sai do ápice do pseudobulbo, por entre as últimas folhas, a exemplo das Encyclias. E a eclosão das flores dá-se de forma sequenciada, isto é, abrem primeiramente os botões primários da haste até chegar ao último deles, no fim desta haste, de modo que é provável que as primeiras flores tenham murchado e caído, ou perto disso, quando abrir os últimos botões em flores.
Enquanto as primeiras flores já estão abertas, na sequência da haste há apenas botões - aprox. 10 flores

 

domingo, 5 de agosto de 2012

Orquídea: Catasetum macrocarpum/flor feminina

Sobre o Catasetum macrocarpum flor masculina há uma postagem neste blog e pode ser acessada pelo link; mas antes, o convido - caro leitor internauta - a conhecer um pouquinho, ao menos, sobre o catasetum macrocarpum flor feminina.
As variedades de flores em masculinas e femininas são obviamente uma ferramenta da natureza, para - sempre que possível - haver a fecundação das flores, a formação de sementes e a reprodução natural dos catasetums.
Neste caso, o macrocarpum, geralmente produz as flores masculinas, em detrimento das femininas; eu pelo menos, em poucas ocasiões obtive dos meus catasetums macrocarpums, flores femininas, havendo a abundância das masculinas.
A maioria dos orquidófilos e estudiosos da área concorda que a existência de flores femininas nos macrocarpums é uma questão climática, isto é, quanto mais o clima é quente, maior suas ocorrências.
Observação endógena: percebe-se que as flores serão femininas logo nas primeiras semanas de crescimento da haste floral: geralmente ela será mais robusta que a haste para as flores masculinas; e irá demorar mais a formar-se completamento (uma vez que, automaticamente ela deverá perdurar por mais tempo, em caso de ter flores fecundadas e por isso irá suportar também o peso das cápsulas de sementes, principalmente quando elas estiverem bem desenvolvidas), ao inverso da haste para as flores masculinas, que são quase efêmeras. Enquanto as flores masculinas duram por aproximadamente 7 dias, as femininas costumam se alongar mais tempo, em durabilidade, tentativa única e exclusivamente para serem fecundadas, principalmente por meio das abelhas e dos insetos.

Outros detalhes: as flores masculinas são sempre em maior quantidade que as femininas, isto em condições normais. Quanto ao odor, ele também é diferenciado em ambas, não menos intenso e convidativo as abelhas, aos insetos e aos humanos. As abelhas mangangás preferem as femininas e passam vários minutos, envolvidas nelas, literalmente dentro das flores.

Aqui uma abelha mangangá é atraída pelo odor agradável da flor feminina.

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