segunda-feira, 30 de abril de 2012

180 - Orquídea: Oncidium cebolleta

"O Oncidium cebolleta é uma espécie de orquídeas do gênero Oncidium, também chamada de dama dançante, da subfamília Epidendroideae, da família das (Orquidáceas). O nome científico provêm do latim Oncidium = "inchação", "tubérculo" e "cebolleta" por causa do formato de suas folhas, não é a toa que esta orquídea é chamada de orquídea de folhas de cebola".
"Esta espécie é nativa do Sul do México, da América Central, da Venezuela e do Brasil. Se desenvolve sobre árvores. Área de clima quente e úmido de terras entre 150 e 1.700 m de altitude com luz forte e florescendo nos meses de temporada seca do bosque".


"O Oncidium cebolleta é uma orquídea epífita e ocasionalmente rupícola, com pseudobulbos cilíndricos achatados lateralmente de onde saem apicalmente duas folhas coriáceas carnosas, em seu centro saem duas hastes florais de pequenas e numerosas flores. Possui um ramo floral paniculado. Flores em racimo médio de muitas flores, de 4 cm de tamanho, de cor amarelo forte com manchas de cor de café".
"Têm preferência por muita claridade ou com sombra moderada. Para cultivar, deve-se plantar em um tronco com a base reta não muito largo, para que se possa manter em pé e se coloca a orquídea amarrada a um tutor ao leste. Pode ser colocado no exterior como os Cymbidium para estimular a floração. Em seu desenvolvimento precisa de regas frequentes, porém, quando chega a fase adulta, diminuir as regas até deixá-lo quase seco".

Observação endógena: aos 24 de abril de 2011 eu - meu irmão e meu tio - retornamos a pouca reserva de mata que há na zona rural de Palmeira dos Índios - AL. E foi justamente na área devastada desta mata – numa árvore de Arapiraca tombada, que encontramos o exemplar mostrado.
Aparentemente é semelhante a uma Brassavola perrini (se julgada pelas “folhas” roliças e alongadas), pseudobulbos e folhas, porém em tamanho bem maior, assim como detinha resto de uma cápsula de sementes na última haste floral (inclusive este resto de haste floral levou-nos crer que não se tratava apenas de uma Brassavola perrini bem desenvolvida (evolution!). Essas duas características nunca nós observamos na “comparada”. O maior, destes “tentáculos” chegava a 42 cm comprimento; +/- 1,8 cm de diâmetro e +/-1,9 cm no pseudobulbo.
Após a sua floração, em cujas fotos, pudemos identificá-la com precisão. Trata-se de um belíssimo e surpreendente Oncidium Cebolleta.
Porém, mais uma observação eu acrescento: os 2 exemplares que havia encontrado acabaram escapando das minhas mãos, por causa de umas permutas maravilhosas que eu fiz. Logo, fiquei sem nenhum e nada de encontrar; ficou difícil. Recorri a mais uma permuta, desta feita de forma inversa: eu recebi uma muda de Oncidium cebolleta, nada mais nada menos que vinda de Rondônia. Foi mais uma bela permuta!
 
 
 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

10 - Orquídea: Schomburgkia rosea

"Em Alagoas, conhecido seu habitat, (região de Palmeira dos Índios, preferencialmente divisa com Pernambuco), se não já extinta, disto se aproxima, porquanto - ao que tudo indica - não é planta dispersa em outras áreas do nosso Estado" (PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. – Maceió: IMA-AL, 2000, p. 275).
Observação endógena 1: a respeito da localização onde se encontra a orquídea supracitada, gostaria de enfatizar a região serrana de Palmeira dos Índios - AL, especificamente no povoado Sítio Novo. Lá, existem umas casas isoladas na beira da estrada velha de terra. Pois bem, em frente à antiga casa que eu morava com minha família existia uma bela mata, com árvores centenárias e excelentes para o abrigo dos animais, típicos da nossa região, tais como: cobras, tatus, pebas, teiús, raposas, saguins, guarás, gambás e casacos e até jacarés nas grandes barragens vizinhas, dentre outros; além de uma infinidade de aves, tais como: anus, rolinhas, juritis, codornas, bem-te-vis, canários, galos de campina, pintassilgos, pássaros pretos, cabeças pretas e caboclinhos etc. Com o passar dos tempos a mata mudou de dono, ou melhor, parte dela caiu nas mãos de um homem que praticamente implorava aos moradores para que eles derrubassem árvores e tirassem as madeiras, para consequentemente, transformar aquela parte de terra em pastagens para o gado.
Antes disso, na primavera, as árvores, na maioria ficavam cobertas de cor violeta, eu imaginava que fossem os ipês, mas lá sequer tem desta tonalidade, só depois constatei que eram grandes touçeiras desta incrível orquídea, que coloriam aquela paisagem.
Então o tal devastador conseguiu, aos poucos, destruir sua parte de mata; era horrível ver todos aqueles gêneros de orquídeas e bromélias inertes sobre o chão, ferozmente arrancadas dos graúdos troncos que lhe serviam. Aquelas pobres inquilinas, maioria delas, ficava totalmente suscetível ao calor forte e a destruição; inúmeras morriam em algumas semanas.
A outra parte da mata ainda é preservada. Até quando estará a salvo?
Finalizando deixo claro meu protesto de indignação contra aquele terrível desmatamento que as autoridades tomaram conhecimento e se fingiram à parte em nome da hipocrisia e da corrupção, inerentes a eles. Principalmente nesta área devastada a incidência de Schomburgkia rosea era bastante forte, os grandes aglomerados delas, decepados dos troncos abrangiam áreas de cerca de 1 m quadrado ou mais.
Algumas delas, principalmente as menos extensas e pesadas foram resgatadas por mim e passaram a fazer parte de uma "coleção", não vaidosa, mas parceira, elas fazem parte de minha projeção, seja a plenitude da vida, seja a decadência da vida. 
"O gênero Schomburgkia crispaLindley alcança cerca de 17 espécies distribuídas do México ao Brasil. A planta é caracterizada por amplos pseudobulbos bifoliares, de folhas grandes saindo do ápice, de onde sai também a inflorescência em longas hastes com mais de 70 cm de comprimento, em cuja ponta forma-se singular buquê de flores muito perfumadas. As sépalas e as pétalas são crispadas. Suporta luminosidade de 50% a 60%; sua floração dura cerca de 20 dias".
Observação endógena 2: na floração de 2011, composta por duas extensas hastes florais, uma delas atingiu a marca de 1,42 m de comprimento/altura; porém, um total de apenas 8 belíssimas flores.






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