quinta-feira, 22 de março de 2012

Orquídea: Cattleya labiata amesiana

Grosso modo, a Cattleya labiata pode ser caracterizada pelas seguintes tonalidades: amesiana; amesiana suave e rubra. Nesta primeira postagem você verá as fotografias de Cattleyas labiatas amesianas suaves; posteriormente postagens com as demais tonalidades. 
“Sobre a rainha das orquídeas nordestinas, muito já se tem escrito. Baseados em diferenças nas cores e formas do labelo da Labiata, diversos autores registraram centenas de sub-variedades. É bastante dispersa em Alagoas e prefere altitudes a partir de 400/450 m”.
“No final do verão e principio do outono, nossos orquidários são enfeitados pelas flores de Cattleya labiata. Além das belas flores, somos premiados com seu magnífico perfume que é exalado principalmente na parte da manhã. Foi classificada e descrita por John Lindley, em 1821. Ela é considerada o protótipo de todas as Cattleyas do grupo das labiatas (PEREIRA, Luis Araújo. (Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000).
"É provavelmente o gênero mais vistoso e popular de orquídeas, com inúmeros híbridos de gênero misto; é distribuído por toda a América Latina, do México a Argentina, sendo que a maioria das espécies é encontrada no Brasil. Apresenta pseudobulbos altos, em forma de bastão, ou esguios, com uma ou duas folhas semi-rijas couraçadas (...). As flores, de até 10 cm de diâmetro, desabrocham de uma a seis formando uma inflorescência que emerge de invólucro protetor na base da folha, durante a primavera ou outono. Suas cores são desde o branco até o roxo" (Disponível em: <http://www.wikipedia.org/wiki/cattleya> Acesso em: 14 de ago. de 2008).

Observação endógena: 
Contrariando “estudos” que fiz -que diziam que no Nordeste as Cattleyas labiatas floresciam entre -novembro e dezembro-, elas resolveram mostrar que a natureza faz seu tempo e floriram na época que é indicada para as florações no Sul e Centro-Oeste do Brasil. E desde então elas só florescem nas primeiras chuvas do fim de fevereiro para março, às vezes desde dezembro e se estendem até abril.
Qual a verdadeira cor das Cattleyas labiatas? Eis uma pergunta sem respostas para meros humanos. Pelo menos se quisermos dar uma resposta válida e exata, sem que façamos experimentos, por exemplo. Pois estas plantas superiores são realmente revolucionárias quanto aos seus detalhes mais íntimos e até mesmo mais visíveis. Pois se colocadas sob forte luz, demonstram fragilidade e cor clara e sensível, transmite a luz sobre suas pétalas e sépalas, como se fossem invisíveis. Se colocadas em ambientes opacos, fracos de luminosidade mostram-se rubras, escurecidas e de cores bem fortes, como que absorvendo a falta de claridade e assim se mimetizando. Se numa certa posição são de uma cor específica, noutra são de outra tonalidade. No entanto, estudiosos da área sustentam a existência das tonalidades amesiana, amesiana suave e rubra.
Nestas primeiras fotos buscamos mostrar algumas amesianas suaves. Nas próximas postagens virão fotografias das duas outras tonalidades. Aguardem e me deem informações corretivas ou complementares, se assim fizerem jus.
Cattleya labiata amesiana molhada pela leve chuva da manhã.

sábado, 10 de março de 2012

54 - Orquídea: Epidendrum nocturnum

"Epidendrum nocturnum: pode ser rupícola, terrestre ou epífita, sem pseudobulbo, com folhas de cor arroxeada ou verde. A flor solitária sai do ápice do caule".
Distribuição geográfica: "toda Amazônia e Roraima (Norte do Brasil)";
Habitat: "variável, desde savana com 1.000 metros de altitude a mata inundável, de baixa altitude";
Floração: "entre agosto e setembro. A flor mede de 6 a 10 cm, dura 2 dias e, por vezes, só abre a noite".
Status ecológico: "sem risco de extinção" (Revista: Orquídeas na Amazônia. Ano 1; n.º 1; por Francisco Joaci de Freitas Luz).
"Esta espécie, de curiosa flor, passa a constar do inventário das orquídeas alagoanas (primeira relação publicada em 1981) a partir do Aditamento I, divulgado em periódicos da Universidade Federal de Alagoas - UFAL (dez, 1982) e do IBDF (atual IBAMA) no terceiro semestre de 1983".
"Com suas folhas arroxeadas, planta resistente a numerosas pragas e doenças, sementes extraordinariamente férteis".
"Apresenta-se como das orquidáceas mais adaptadas a substratos inúmeros, vegetando com incomum exuberância sobre dracenas, por exemplo; sementes levadas pelo ar, depositadas até sobre rochas nuas dão origem a sadias plantas, mas à sombra".
"Por não ser planta exigente (deve, todavia ser protegida contra a incidência direta dos raios solares). É bastante recomendável para cultivo" (PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas – Maceió: IMA-AL/PETROBRÁS/TRIKEM/, 2000 p. 191).

Observação endógena: esta Epidendrum nocturnum (epífita) mostrada nas fotografias, floriu a vez primeira em 2011. A flor, após aberta durou cerca de vinte dias até secar e manter uma cápsula de sementes. A característica de abrir somente a noite é marca registrada em seu nome. Significa que, ao inverso e outras orquídeas (como a Cattleya labiata, por exemplo, que pela manhã pode estar em botões e no fim da tarde com as flores abertas), o Epidendrum nocturnum só faz esse processo a noite, ou seja, anoitecerá com a flor envolvida no invólucro protetor e amanhecerá aberta.
Terminado o ciclo de reprodução deste Epidendrum nocturnum.
E. nocturnum: com o ciclo formado a cápsula se rompe e as minúsculas sementes são levadas pelo vento.

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