terça-feira, 25 de outubro de 2011

5 - Orquídea: Dimerandra emerginata

Dimerandra é um gênero, cujo classificador foi Schlechter, em 1922. O nome deriva do grego: DI dobro, duas vezes e MEROS: parte, além de ANDRA: estame, e foi dado provavelmente em alusão aos dois largos lóbulos do labelo de suas flores. Encontra-se na subtribo Laelieae” (O Mundo das Orquídeas. Ano 3, nº. 11).
“Ela é uma pequena epífita com caule de até vinte centímetros de altura, disticamente folhado nas laterais. Folhas de 8 cm de comprimento, coriáceas e pontiagudas. Hastes florais curtas com uma ou duas flores que surgem no ápice do caule. Flor de 1 cm de diâmetro com colorido variado de rosa ao roxo-claro. Floresce em abril/maio” (O Mundo das Orquídeas. Ano 3, nº. 11. p. 27).
“O colorido de todos os segmentos varia de rosa esbranquiçado até rosa escuro, quase púrpura. O labelo tem uma mácula em sua base. Existe uma variedade alba. O número de flores varia: pode haver apenas uma flor e demais vão abrindo em sucessão. (...), portanto, Dimerandra é um gênero que ocorre na América Tropical, desde o nível do mar até 300/400 m de altitude. Nos Estados no Nordeste brasileiro, é muito comum nas matas próximas à costa. Durante o inverno recomendam-se temperaturas intermédias a quentes e rega abundante durante o período de crescimento. Seus talos se assemelham a canas”.
"Esta nossa graciosa e inconfundível orquidácea pode ser encontrada em diversos habitats, todavia os mais robustos exemplares certamente estão sobre galhos de velhas cajazeiras, em jaqueiras também. Aceita bem inúmeros substartos, desde o mais trabalhoso – fragmentos de raízes de coqueiro – até a nossa mistura de pedregulhos de quartzo com certa porção de musgos. Suas flores, de perfeita anatomia na disposição das sépalas e pétalas, com bastante frequência se auto-fecundam e até antes de desabrochar pelo que, podemos inferir, no organismo de Dimerandra circula extraordinária quantidade de fitohormônios, e, em consequência disto, fica explicada a importação, ocorrida há alguns anos pelos japoneses...de  milhares de espécimes oriundos de Pernambuco, via Rio Grande do Sul, como sabemos” (PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. – Maceió: IMA-AL/PETROBRÁS/TRIKEM/GRUPO JOÃO LYRA, 2000, p. 151).

Observação endógena: a minha primeira esteve por um bom tempo num tronco de coqueiro na horizontal e expôs a primeira flor. O interessante é que parecem mini-canas-de-açúcar, seus talos são extremamente curiosos. Apresentam raízes finas e discretas e são de boa adaptabilidade num ambiente de sol forte e até direto (por algumas horas), abrindo as pequenas e fascinantes flores, rosas incandescentes e de uma fragilidade que apaixonam!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

11 - Orquídea: Prosthechea fragrans

“O seu nome deriva do grego: ep (i) = sobre + dendrum = árvore, fazendo referência ao seu habitat epifítico. Por incluir mais 1.100 espécies, é apelidado por alguns autores de mega-gênero” (copiado...).
“Suas estimadas flores, graciosas e de porte atraente, apesar de não serem de maiores dimensões. Exalam agradabilíssimo perfume, confirmando a denominação, pois a fragrância é sua marca característica. Talvez por este motivo é planta de presença assegurada em nossos orquidários regionais. Encontrada sobre árvores em altitudes, imagino, em torno de 250 m. Em nossos jardins sobrevivem nas goiabeiras e em ramos de citros” (copiado) 
“Espécie nativa não endêmica ao Brasil ocorrendo na Amazônia e na Mata Atlântica das regiões Norte (Acre, Amazonas, Pará), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso), Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). Para cultivo vai bem em troncos de árvores e casca de Pinus a meia luz. Plantas de ambientes mais secos tendem a ser menores, mas com irrigação e adubação corretas crescem desenvolvendo mais que o dobro do tamanho. Resistente a pragas. Se caracteriza pelo cheiro forte de baunilha que exala das flores pequenas, por volta de 4 ou 5, alvas com riscos característicos do labelo acuminado[i]”.
Foi transferida para o gênero Prosthechea, em 1997 por W. E Higgins.

Sinônimos:
Fragrans Encyclia [Swartz] Lemee 1955;  
Epidendrum cochleatum Curtiss;  
Epidendrum cordatum Ruiz & Pav. 1798;  
Epidendrum fragrans Sw. 1788;  
Epidendrum fragrans var. ionoleucum Hoffm. ex Barb Rod 1881;  
Epidendrum fragrans var. Magnum Stein. 1892;  
Epidendrum fragrans var. pachupus Schlechter 1922;  
Epidendrum ionoleucum Hoffm. Ex. Rchb. f 1852;  
Epidendrum lineatum G. Salisb. 1796;  
Epidendrum vaginatum Sesse & Mocino 1894;  
Hormidium fragran [Sw] Brieger 1961;
Fragrans Anacheilium (Sw.) Acuña 1938

Observação endógena: a minha floriu a vez primeira no final de fev. para o início de mar. de 2008 e, devido a pouca sustança dos bulbos, forneceu apenas 3 flores, de agradabilíssimo perfume. Como foi adquirida muito frágil, ela precisou de cerca de 6 meses para se recuperar e exibir as primeiras flores; nos anos seguintes demonstrou boa adaptabilidade e vem florindo com mais vigor, sucessivas "florações perfumadas"!
 
 
 
 
 



[i] Disponível em: http://www.assope.com.br/?p=829 Acesso em mar. de 2014. 
[ii] Disponível em: http://orchids.wikia.com/wiki/Prosthechea_fragrans Acesso em mar. de 2014.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bromélia: Vriesea gigantea

“As Bromeliáceas são típicas das zonas tropicais americanas e comuns nas matas brasileiras. São em geral epífitas – elas vivem sobre galhos de árvores, que utilizam como suportes, sem delas nunca depender em seu sistema alimentar. Parecem extrair nutrientes do ar, da poeira e de eventuais bactérias. Abrangem cerca de 1.700 espécies e estão agrupadas em 46 gêneros. As flores podem ser isoladas, em espigas com brácteas, ou em cachos”. (NOVA ENCICLOPEDIA BARSA. 6 ed. São Paulo. Barsa Planeta Internacional Ltda., 2002).
“A família das Bromeliáceas abriga mais de 3.000 espécies e milhares de híbridos. Com uma única exceção, todas são nativas das Américas, sendo que o abacaxi é a mais popular delas. Só no Brasil, existem mais de 1.500 espécies".

"As bromélias não são parasitas como muitas pessoas pensam. Na natureza, aparecem como epífitas (simplesmente apoiando-se em outro vegetal para obter mais luz e mais ventilação), terrestres ou rupícolas (espécies que crescem sobre as pedras) e compõem uma das mais adaptáveis famílias de plantas do mundo, pois apresentam uma impressionante resistência para sobreviver e apresentar infinitas e curiosas variedades de formas e combinações de cores".
"As bromélias estão divididas em grupos chamados gêneros - que hoje são mais de 50. A maioria das espécies de um mesmo gênero tem características e exigências iguais. Gêneros diferentes requerem diferentes variações de luminosidade, rega e substrato". 

No cultivo, os gêneros mais comuns são:
•AECHMEA • BILLBERGIA • CRYPTANTHUS • DYCKIA • GUZMANIA• NEOREGELIA • NIDULARIUM • TILLANDSIA • VRIESEA
"A maioria das bromélias pode ser plantada em vasos, mas podemos mantê-las sobre troncos ou xaxim. As Tillandsias, de folhas acinzentadas, não se adaptam ao plantio em vasos, preferindo os troncos". 
"As bromélias crescem em quase todos os solos, levemente ácidos, bem drenados, não compactados e que propiciem condições de bom desenvolvimento para o sistema radicular. O substrato deve ter partes iguais de areia grossa ou pedriscos, musgo seco (esfagno) ou xaxim e turfa, ou mesmo húmus de minhoca". 

"O importante é que a mistura possibilite uma rápida drenagem. Cryptanthus e Dyckias crescem bem no mesmo tipo de mistura, acrescentando-se, ainda, uma parte de terra ou folhas secas moídas". Fonte: Sociedade Brasileira de Bromélias. 

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