quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

21 - Orquídea: Brassavola perrini


"Exemplares desta espécie podem ser encontrados no território alagoano, sobre árvores isoladas em pastagens de áreas “agrestadas”, (transição entre a zona da mata e o sertão). Também sobre maciços rochosos, como num habitat próximo à cidade de Cacimbinhas – Povoado Minador do Lúcio. Em cultivo, certamente sua sobrevivência estará melhor assegurada se instalada em forquilhas de árvores onde receberá generosas quantidades de detritos, matéria orgânica. Por isso, afixada em “palitos” de xaxim não tarda a definhar; mas, em vaso deste material (xaxim) com substrato preferentemente contendo matéria orgânica em vias de decomposição (cuidado na acidez!)–a espécie poderá desenvolver surpreendente adaptação (PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, (p. 63), 315 p.).
Devo ao amigo Luis Renato, do Orquidário Faísca, a indicação desta, como sendo da espécie perrini.

Observação endógena: sem dúvida, eu dei muita sorte. Inicialmente adquiri um exemplar pouco desenvolvido e que sofreu sérios danos, ao se fazerem mudanças necessárias. Mas logo depois tive a chance de encontrar numa mata do município de Palmeira dos Índios/AL, Brasil, uma muda que demonstrou boa adaptação onde esteve fixada (tronco de coqueiro, cortado em tamanho aproximado de 40 cm, na vertical). As fotos abaixo mostrarão floração que foram compostas por dezenas de flores, formando um verdadeiro amalhete.
Um verdadeiro buquê de noiva.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

26 - Orquídea: Oncidium cilliatum

"Espécie epífita com pseudobulbos largos e facetados lateralmente com quatro centímetros de altura e de cor verde brilhante. Folhas de vinte centímetros de altura; alongo - lanceoladas e com ponta arredondada. Tem inflorescência de até 40 cm de altura, portando até 30 flores. A flor tem dois cm de diâmetro com sépala dorsal e pétalas de cor amarela, maculadas de marrom claro. Suas pétalas laterais de cor amarela também são levemente maculadas de marrom. Seu labelo trilobado tem cor amarelo vivo e lóbulos laterais voltados para baixo. Floresce no outono" (O Mundo das Orquídeas. Ano 4, n°. 17).

Observação endógena: eu nunca havia dado muita importância a esse gênero de orquídea. Encontrava algumas e muitas vezes não tinha o interesse de adquiri-las. Elas, portanto, não despertavam meu interesse por serem pouco expressivas, ao mesmo tempo em que expandem demais suas hastes florais. Porém é aquela velha história de que santo de casa não faz milagre, isto é, antes eu não sabia seu nome e somente depois de tê-la reconhecido numa revista é que passei a valorizá-la melhor. Atualmente tendo pelo menos 3 exemplares. Um dos meus Oncidium cilliatum na floração de 2009 sustentou aproximadamente 170 flores (em apenas um pseudobulbo a florir); um belíssimo ramalhete amarelo numa robusta haste floral.
Orquídea Oncidium cilliatum. Na região de Palmeira dos Índios/AL, floresce nas primeiras chuvas do ano, se encaminhando para o inverno.

Orquídea Oncidium cilliatum. Cultivada numa tora de tronco de coqueiro. "Naturalmente" melhor que isso: meio difícil.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Bromélia: Cryptanthus

Pertence a Família das Angiospermae/ Bromeliaceae. É Originária da Flórida, América Central e Brasil.
Descrição: “a planta tem a roseta aberta, folhas mais estreitas, variegadas com listras longitudinais, às vezes com espinhos, com forma de estrela. Na natureza aparecem em florestas úmidas, pouco iluminadas e de alta temperatura. Suas flores são brancas e bem pequenas, por isso é pouco chamativa”.
Modo de cultivo: “seu cultivo deve ser em locais de estufa ou interiores sem sol direto em substrato rico em húmus e minerais, poroso e com boa drenagem. Pode-se utilizar esfagno, areia, vermiculita e composto orgânico de folhas para este gênero. 
O substrato deve ser mantido levemente úmido, pois o tanque desta planta é muito pequeno. Deve-se cuidar para que não fique ao sol para evitar queimaduras nas folhas.A reprodução em geral acontece por inúmeras brotações laterais que facilmente podem ser separadas e replantadas. Seu cultivo em vaso largo e de pouca altura é muito interessante, formando densa colônia”.
Observação endógena: é bromélia terrestre e bastante resistente. Pouco chamativa, é verdade, mas fascinante se for dispensado um tempinho para observar seus detalhes e caprichos! 
Bromélia Cryptanthus. Disponível em: www.landcraftenvironment.com/

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Orquídea: Spathoglottis plicata

Observação endógena: pode-se dizer - grosso modo - que o gênero apresenta pseudobulbos pouco destacáveis e folhas alongadas que chegam a lembrar uma espécie de capim; a haste floral sai do centro das folhas e cresce +/- 20 cm. Quando em solo fértil (terra e compostos orgânicos) forma folhas grandes e verdejantes, os pseudobulbos chegam a ganhar algum destaque e exibe flores em cachos elegantes; e, imediatamente após o término das flores inicia o crescimento de novo(s) pseudobulbo(s). As raízes costumam se alongar, exigindo um vaso apropriado e com espaço suficiente.

Por não haver muitas informações sobre este espécie de Spathoglottis, quem dispor de conhecimentos sobre a mesma, por favor, queria compartilhar!
 
 
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bromélia: Tillandsia tenuifolia

"As Tillandsias são um gênero botânico pertencente à família Bromeliaceae, subfamília Tillandsioideae. São plantas aéreas e a maioria habita as árvores e absorve seus nutrientes e umidade do ar, através de escamas prateadas. São mais de 400 espécies e é o gênero que apresenta o maior numero de espécies espalhadas pelas Américas. São encontradas em desertos, bosques e montanhas da América Central, América do Sul, México e sul dos EUA". "No Brasil existem cerca de 40 espécies diferentes de Tillandsias. O gênero Tillandsia foi nomeado por Carolus Linnaeus em 1738 em homenagem ao medico e botânico Doutor Elias Erici Tillandz – originalmente Tillander (1640 / 1693). Descrição – as espécies de Tillandsias são epífitas, ou seja, na natureza crescem sobre outras plantas sem ser parasitas, geralmente em arvores. Algumas espécies são litofitas, crescem em rochas, outras se desenvolvem em telhados, linhas de telefone etc. Poucas espécies crescem diretamente na terra. O gênero pode ser dividido em variedades verdes e variedades cinza". 
"Tillandsias Verdes – as espécies verdes requerem um clima temperado chuvoso ou bastante úmido e crescem geralmente na sombra, na terra ou sobre arvores".
"Tillandsias Cinzas – em contraste, quase todas as espécies de Tillandsias cinzas crescem em áreas sub-úmidas ou sub-áridas com alta umidade atmosférica. Preferem o sol, por isso crescem nas partes mais altas do bosque ou rochas. Muitas destas variedades são epífitas".  
"As Tillandsias formam na natureza colônias naturais em forma de touceiras ou bolas. Em cultivo doméstico e/ou comercial esses exemplares são pendurados por um fio plastificado ou arame galvanizado para que não ocupem espaços preciosos no piso ou nas bancadas das estufas. Dessa forma, eles acrescentam um efeito prá lá de especial nos locais onde se encontram, tipo: janelas, arvores, estufas etc".
BRAGA, Rômulo Cavalcanti. Bromélias Tillandsias (Tillandsias/Airplantas).
De "todas as informações" vistas na internet (e fotos) esta se pareceu mais com a variedade tenuifolia.
Tillandsia tenuifolia; na verdade as flores são os pequenos pontos brancos.


Tillandsia tenuifolia: formação de três "bases" de flores.
As flores são apenas as branquinhas; o vermelho é para atrair insetos, certamente.



 



terça-feira, 25 de outubro de 2011

5 - Orquídea: Dimerandra emerginata

Dimerandra é um gênero, cujo classificador foi Schlechter, em 1922. O nome deriva do grego: DI dobro, duas vezes e MEROS: parte, além de ANDRA: estame, e foi dado provavelmente em alusão aos dois largos lóbulos do labelo de suas flores. Encontra-se na subtribo Laelieae” (O Mundo das Orquídeas. Ano 3, nº. 11).
“Ela é uma pequena epífita com caule de até vinte centímetros de altura, disticamente folhado nas laterais. Folhas de 8 cm de comprimento, coriáceas e pontiagudas. Hastes florais curtas com uma ou duas flores que surgem no ápice do caule. Flor de 1 cm de diâmetro com colorido variado de rosa ao roxo-claro. Floresce em abril/maio” (O Mundo das Orquídeas. Ano 3, nº. 11. p. 27).
“O colorido de todos os segmentos varia de rosa esbranquiçado até rosa escuro, quase púrpura. O labelo tem uma mácula em sua base. Existe uma variedade alba. O número de flores varia: pode haver apenas uma flor e demais vão abrindo em sucessão. (...), portanto, Dimerandra é um gênero que ocorre na América Tropical, desde o nível do mar até 300/400 m de altitude. Nos Estados no Nordeste brasileiro, é muito comum nas matas próximas à costa. Durante o inverno recomendam-se temperaturas intermédias a quentes e rega abundante durante o período de crescimento. Seus talos se assemelham a canas”.
"Esta nossa graciosa e inconfundível orquidácea pode ser encontrada em diversos habitats, todavia os mais robustos exemplares certamente estão sobre galhos de velhas cajazeiras, em jaqueiras também. Aceita bem inúmeros substartos, desde o mais trabalhoso – fragmentos de raízes de coqueiro – até a nossa mistura de pedregulhos de quartzo com certa porção de musgos. Suas flores, de perfeita anatomia na disposição das sépalas e pétalas, com bastante frequência se auto-fecundam e até antes de desabrochar pelo que, podemos inferir, no organismo de Dimerandra circula extraordinária quantidade de fitohormônios, e, em consequência disto, fica explicada a importação, ocorrida há alguns anos pelos japoneses...de  milhares de espécimes oriundos de Pernambuco, via Rio Grande do Sul, como sabemos” (PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. – Maceió: IMA-AL/PETROBRÁS/TRIKEM/GRUPO JOÃO LYRA, 2000, p. 151).

Observação endógena: a minha primeira esteve por um bom tempo num tronco de coqueiro na horizontal e expôs a primeira flor. O interessante é que parecem mini-canas-de-açúcar, seus talos são extremamente curiosos. Apresentam raízes finas e discretas e são de boa adaptabilidade num ambiente de sol forte e até direto (por algumas horas), abrindo as pequenas e fascinantes flores, rosas incandescentes e de uma fragilidade que apaixonam!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

11 - Orquídea: Prosthechea fragrans

“O seu nome deriva do grego: ep (i) = sobre + dendrum = árvore, fazendo referência ao seu habitat epifítico. Por incluir mais 1.100 espécies, é apelidado por alguns autores de mega-gênero” (copiado...).
“Suas estimadas flores, graciosas e de porte atraente, apesar de não serem de maiores dimensões. Exalam agradabilíssimo perfume, confirmando a denominação, pois a fragrância é sua marca característica. Talvez por este motivo é planta de presença assegurada em nossos orquidários regionais. Encontrada sobre árvores em altitudes, imagino, em torno de 250 m. Em nossos jardins sobrevivem nas goiabeiras e em ramos de citros” (copiado) 
“Espécie nativa não endêmica ao Brasil ocorrendo na Amazônia e na Mata Atlântica das regiões Norte (Acre, Amazonas, Pará), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso), Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). Para cultivo vai bem em troncos de árvores e casca de Pinus a meia luz. Plantas de ambientes mais secos tendem a ser menores, mas com irrigação e adubação corretas crescem desenvolvendo mais que o dobro do tamanho. Resistente a pragas. Se caracteriza pelo cheiro forte de baunilha que exala das flores pequenas, por volta de 4 ou 5, alvas com riscos característicos do labelo acuminado[i]”.
Foi transferida para o gênero Prosthechea, em 1997 por W. E Higgins.

Sinônimos:
Fragrans Encyclia [Swartz] Lemee 1955;  
Epidendrum cochleatum Curtiss;  
Epidendrum cordatum Ruiz & Pav. 1798;  
Epidendrum fragrans Sw. 1788;  
Epidendrum fragrans var. ionoleucum Hoffm. ex Barb Rod 1881;  
Epidendrum fragrans var. Magnum Stein. 1892;  
Epidendrum fragrans var. pachupus Schlechter 1922;  
Epidendrum ionoleucum Hoffm. Ex. Rchb. f 1852;  
Epidendrum lineatum G. Salisb. 1796;  
Epidendrum vaginatum Sesse & Mocino 1894;  
Hormidium fragran [Sw] Brieger 1961;
Fragrans Anacheilium (Sw.) Acuña 1938

Observação endógena: a minha floriu a vez primeira no final de fev. para o início de mar. de 2008 e, devido a pouca sustança dos bulbos, forneceu apenas 3 flores, de agradabilíssimo perfume. Como foi adquirida muito frágil, ela precisou de cerca de 6 meses para se recuperar e exibir as primeiras flores; nos anos seguintes demonstrou boa adaptabilidade e vem florindo com mais vigor, sucessivas "florações perfumadas"!
 
 
 
 
 



[i] Disponível em: http://www.assope.com.br/?p=829 Acesso em mar. de 2014. 
[ii] Disponível em: http://orchids.wikia.com/wiki/Prosthechea_fragrans Acesso em mar. de 2014.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bromélia: Vriesea gigantea

“As Bromeliáceas são típicas das zonas tropicais americanas e comuns nas matas brasileiras. São em geral epífitas – elas vivem sobre galhos de árvores, que utilizam como suportes, sem delas nunca depender em seu sistema alimentar. Parecem extrair nutrientes do ar, da poeira e de eventuais bactérias. Abrangem cerca de 1.700 espécies e estão agrupadas em 46 gêneros. As flores podem ser isoladas, em espigas com brácteas, ou em cachos”. (NOVA ENCICLOPEDIA BARSA. 6 ed. São Paulo. Barsa Planeta Internacional Ltda., 2002).
“A família das Bromeliáceas abriga mais de 3.000 espécies e milhares de híbridos. Com uma única exceção, todas são nativas das Américas, sendo que o abacaxi é a mais popular delas. Só no Brasil, existem mais de 1.500 espécies".

"As bromélias não são parasitas como muitas pessoas pensam. Na natureza, aparecem como epífitas (simplesmente apoiando-se em outro vegetal para obter mais luz e mais ventilação), terrestres ou rupícolas (espécies que crescem sobre as pedras) e compõem uma das mais adaptáveis famílias de plantas do mundo, pois apresentam uma impressionante resistência para sobreviver e apresentar infinitas e curiosas variedades de formas e combinações de cores".
"As bromélias estão divididas em grupos chamados gêneros - que hoje são mais de 50. A maioria das espécies de um mesmo gênero tem características e exigências iguais. Gêneros diferentes requerem diferentes variações de luminosidade, rega e substrato". 

No cultivo, os gêneros mais comuns são:
•AECHMEA • BILLBERGIA • CRYPTANTHUS • DYCKIA • GUZMANIA• NEOREGELIA • NIDULARIUM • TILLANDSIA • VRIESEA
"A maioria das bromélias pode ser plantada em vasos, mas podemos mantê-las sobre troncos ou xaxim. As Tillandsias, de folhas acinzentadas, não se adaptam ao plantio em vasos, preferindo os troncos". 
"As bromélias crescem em quase todos os solos, levemente ácidos, bem drenados, não compactados e que propiciem condições de bom desenvolvimento para o sistema radicular. O substrato deve ter partes iguais de areia grossa ou pedriscos, musgo seco (esfagno) ou xaxim e turfa, ou mesmo húmus de minhoca". 

"O importante é que a mistura possibilite uma rápida drenagem. Cryptanthus e Dyckias crescem bem no mesmo tipo de mistura, acrescentando-se, ainda, uma parte de terra ou folhas secas moídas". Fonte: Sociedade Brasileira de Bromélias. 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...