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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Polystachya estrellensis - flores 2014

Esta já é a nossa 3ª postagem sobre essa espécie de Polystachya (tendo sido uma em 2012 e outra em 2013); o que nos faz voltar a publicar sobre ela, dentre outros motivos, é o fato de estar obtendo cada vez mais, outros olhares, através das fotos de suas pequenas flores...
Trata-se de uma espécie de fácil cultivo e que pode - inclusive - ser cultivada fora do orquidário, amarrada em árvores, que se desenvolverá muito bem.
 
 
 
 
 

sábado, 15 de novembro de 2014

149 - Orquídea: Encyclia vespa


“Encyclia vespa é uma espécie amplamente encontrada em toda a América Central, do Sul e Índias Ocidentais. Originalmente, ela foi classificada como Epidendrum vespa (1827) e manteve-se neste gênero, até que foi reclassificada como uma Encyclia (1971), quase 150 anos depois”. 
“Pode ser encontrada em todo o Brasil, o que indica a sua capacidade de adaptação a diversos climas. Cresce nas altas regiões montanhosas, regiões costeiras quentes, úmidos, bem como nas áridas planícies do interior (...)”. 
Descrição: tem pseudobulbos cilíndricos ou alongados. (...) as folhas são planas e arborizadas, com 2-4 folhas por cada pseudobulbo. Tem um hábito de crescimento simpodial”. 
Flores: “8 a 15 flores crescem em uma única haste. As flores são bem espaçadas e em hastes curtas. Curiosamente, as flores crescem de cabeça para baixo na espiga. São pequenas (3 cm). (...) as pétalas e sépalas são verdes com marrom avermelhado e manchas delicadas. As pétalas são separadas e elípticas e curvas de distância da flor. O lábio cremoso é uma forma exclusiva: (...) sem lóbulos laterais, que fica em pé e ereto longe das pétalas. As flores são de longa duração e normalmente aparecem no verão”.
Dicas de Cultura: “esta orquídea tolera uma ampla gama de condições de frio em ambientes quentes. Em climas intermediário e quente, pode-se cultivá-las [como se cultiva] as Cattleyas. Elas gostam de serem suspensas em vasos para haver uma boa circulação de ar, que também lhes permite secar adequadamente entre as regas (...)”. 
“Encyclia vespa também é conhecida como Epidendrum vespa, Epidendrum crassilabium, Epidendrum varregatum e Epidendrum tigrinum, dependendo do país em que está localizada[1]”.

Observação endógena: adquirimos esta orquídea em maio de 2013. Advinda do frio do sul do Paraná, não teve dificuldades para se adaptar e se renovar no calor do Nordeste do Brasil. Então, este ano, no início de julho, ela iniciou esta florada, em apenas 2 botões. As 2 flores duraram por mais de 1 mês e 15 dias. De características incomuns, como dito anteriormente, as flores nascem como se de cabeça para baixo, por causa da forma do seu labelo. A parte posterior das flores é totalmente branca.
 
 
Quando uma das flores começa a murchar, ainda é espetacular!

[1] Disponível: <http://www.viviorchids.com/index.php?module=webpage&id=5&page=12>. Acesso mai. de13.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Epidendrum viviparum - flores 2014

O Epidendrum viviparum é uma orquídea incrível, principalmente quando observamos o seu porte, relativamente pequeno, com  a produção de hastes florais longas (eretas) e uma quantidade de flores excelente (este ano a minha planta produziu 2 hastes florais e um total de 13 flores). Outra característica que julgo importante é o fato de produzir keikes, nas hastes florais, na sequência que as flores murcham.
Eu publiquei sobre ele em 2012 e a seguir, em 2013. Ora apresentamos algumas fotos da floração em 2014, que, além de produzir keikes, produziu cápsulas de sementes, de forma inédita.
 
 
 
Alguns keikes.
Cápsulas em uma das hastes.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fazendo pesquisas na internet para identificar espécies de Orquídeas

Como se faz uma modesta pesquisa para identificar uma orquídea, que você “vê” na sua região, ou que você adquire, mas não sabe o nome?

Uma das coisas a ser observada é o seguinte: onde pesquisar? Livros, internet, amigos que conhecem mais sobre... Hoje em dia, comumente, recorremos à internet.
A orquídea em questão é do gênero Vanilla (baunilha) e a região na qual foi “vista” é o Nordeste do Brasil, Estado de Alagoas.
Antes, nós precisamos afirmar ser a Vanilla uma orquídea muito incomum e curiosa, dadas as suas características, tais como:
“Vanilla é um gênero de plantas trepadeiras. É encontrada em zonas tropicais e congrega cerca de 110 espécies. A partir dos frutos de algumas espécies obtém-se a especiaria comercialmente conhecida como baunilha (...)”.
“As espécies deste gênero podem ser reconhecidas, dentro da tribo Vanilleae, por serem trepadeiras, apresentarem clorofila, raízes aéreas; e sementes crustosas, sem asas”.
“Adicionalmente, as Vanillæ caracterizam-se por serem plantas de caules longos e mais ou menos carnosos, escandentes e reptantes, pouco ou muito ramificados, que aderem ao tronco das árvores com o auxílio de raízes adventícias, produzidas a cada nó do caule, em regra achatadas, lisas quando livres, e espessas e vilosas quando enterradas ou aderidas. As folhas são alternantes ou arranjadas em espiral, espaçadas, mais ou menos largas, carnosas e brilhantes”.
“Quando grandes e já elevadas, seus ramos pendem e frutificam, razão pela qual, em cultivo, demoram muito a florescer. Produzem inflorescências axilares, com flores solitárias ou em racemos, formando algumas vezes ramúsculos laterais”.
“As flores são em regra vistosas, pequenas ou grandes, muito perfumadas, efêmeras, produzidas em sucessão, em regra brancas ou de amarelo pálido (...). O fruto é carnoso, em formato de vagem ou ovalado, chegam a ter de 20 a 25 cm de comprimento e 3 cm de espessura, com sementes pesadas e crustáceas, negras ou acastanhadas. Existem 2 grandes grupos de espécies: um de caules espessos e folhas carnosas, que é bom produtor de baunilha, e outro de caule mais fino e folhas largas e mais herbáceas, que não produz favas tão úteis[i]”.
Fomos à internet e iniciamos nossa viagem que ainda não findou...!
Primeiro filtramos sobre quais seriam as espécies mais comuns, citadas na fonte de pesquisa, e onde ocorriam (por ordem alfabética).

FASE MAIS AMPLA
Vanilla:

  • acuta – América do Sul (Guiana e Suriname)
  • angustipetala – Brasil (São Paulo e Paraná)
  • bahiana – Brasil (Bahia)
  • bicolor – Brasil (Centro Oeste)
  • bradei – Brasil (São Paulo)
  • carinata – Brasil
  • cristagalli – Norte do Brasil
  • cristatocallosa - Norte do Brasil e Guiana
  • denticulata – Nordeste do Brasil
  • dietschiana – Brasil (São Paulo; Santa Catarina e Espírito Santo)
  • dubia – Brasil (Minas Gerais)
  • dungsii – Brasil (Rio de Janeiro)
  • edwallii – Brasil (Centro Sul)
  • gardneri – Brasil (do Pará a Pernambuco)
  • grandflora – América do Sul; Norte e Nordeste do Brasil
  • lindmaniana – Brasil (Mato Grosso)
  • organensis – Brasil (Mato Grosso e Rio de Janeiro)
  • parvifolia – Sul do Brasil
  • purusara – Brasil (Pará e Amazonas)
  • ribeiroi – Brasil (Mato Grosso)
  • schwackeana – Brasil (de Pernambuco a Minas Gerais)
  • trigonocarpa – Norte do Brasil
  • uncinata – Norte do Brasil
Estas acima, grifadas em verde se aplicam mais a nossa realidade. 

FASE MENOS VASTA 
Mas ainda estávamos um pouco distante, é verdade que alguns filtros já foram efetuados e nosso leque de possibilidades diminuiu um pouco.
Procedemos em mais pesquisas na internet (algumas delas dúbias e incertas demais, outras desconformes), porém, resumimos ainda mais, conforme visto abaixo (todas encontradas especificamente no Brasil):
V. bahiana em: Pará, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte;
V. chamissonis: Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal;
V. denticulata Pabst: Pernambuco;
V. gardneri Rolf: Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais;
V. pompona Schiede: Amazonas, Pernambuco, Minas Gerais e Mato Grosso;
V. planifolia: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro. 

"ÚLTIMA” FASE"
Quase por fim, pois ainda não conseguimos identificá-la (acho que isso só ocorrerá quando ela florir) encontramos outros nomes de espécies, que pareceram estar mais perto do nosso Estado, as quais nós não tínhamos encontrado antes; e então, chegamos à seguinte “conclusão”, ou seja, as maiores possibilidades é que nossa Vanilla “avistada” seja uma dessas abaixo relacionadas:
Vanilla bahiana;
Vanilla palmarum;
Vanilla planifolia;
Vanilla trigonocarpa.
Vanilla bahiana - imagem copiada de: commons.wikimedia.org
Vanilla palmarum. Imagem extraída de: www.pbase.com
Vanilla planifolia. Imagem retirada de: www.virboga.de


Vanilla trigonocarpa - imagem retirada de: www.delfinadearaujo.com
Consultando, ainda, amigos virtuais que cultivam alguns gêneros de Vanilla, ao observar a distribuição das folhas, sugeriram a possibilidade de ela ser também, uma Vanilla ribeiroi (apesar de constar sua ocorrência apenas em Mato Grosso).
Ilustração da Vanilla ribeiroi - imagem retirada de: www.orchidspecies.com

[i] Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vanilla Acesso em mai. de 2014.

sábado, 25 de outubro de 2014

Epidendrum nocturnum: duas características

Meu Epidendrum nocturnum já vem florescendo a algum tempo, o mesmo foi adquirido de uma orquidófila daqui do meu Estado. Mas, recentemente eu consegui uma muda de uma orquidófila de Roraima; quando o recebi (por causa da longa viagem) estava muito fragilizado e demorou bastante a se recuperar, mas assim que foi possível, já emitiu uma belíssima pequena flor; o que chamou a atenção foi que a referida flor teve forma e cores diferentes das flores do meu primeiro Epidendrum nocturnum, conforme pode ser observado nas fotos abaixo. 
Obs. nos dois links acima poderá ver mais fotos do primeiro Epidendrum nocturnum, citado.
Estas duas fotos mostram algumas das flores do meu primeiro Epidendrum nocturnum.
E a partir daqui, o Epidendrum nocturnum de floração "diferente" (labelo e cor das pétalas e sépalas) do anterior.
 
 
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

85 - Orquídea: Cattleya nobilior

ESPÉCIE:
“Descrita em 1883, seu nome surgiu após uma comparação com a Cattleya walkeriana, que havia sido descrita 40 anos antes, com a qual era confundida. O nome nobilior significa mais nobre e a planta tipo apresenta uma quantidade infinita de tons desde um roxo escuro até um lilás suave. O seu cultivo no Mato Grosso do Sul, vem disseminando conhecimento sobre esta maravilha considerada a ‘Rainha do Cerrado’”.

HABITAT:
“É uma orquídea cujo habitat estende-se por uma vasta região abrangendo os estados de MS, MT, GO, TO, BA, MA, RO, além dos vizinhos Bolívia e Paraguai, em regiões sujeitas a longos períodos de estiagem e alta luminosidade”.
 
FLORAÇÃO: 

“A floração ocorre principalmente nos meses de Julho e Agosto. Exala um odor agradável e duradouro capaz de manter um ambiente perfumado durante todo o tempo de floração”.

VARIEDADES: “(...) podem ser encontradas outras variações na coloração como alba, albescens, coerulea, concolor, flamea, estriada, lilacina, rubra, semialba suave, suavíssima, vinicolor e venosa[i].

 
Observação endógena: adquiri esta nobre Cattleya em set. de 2012 e somente este ano ela floriu, em apenas uma flor; portanto, a espera foi um pouco longa.
Esta primeira floração se iniciou em agosto, deste ano. Semelhante a outras orquídeas, como a Laelia jongheana (já mostrada neste Blog), por exemplo, o bulbo que originou a flor teve inicialmente - única e exclusivamente - esta função; qual seja: proporcionar a floração e somente após a flor murchar é que surgiu um novo bulbo (para a "função reserva de nutrientes e formação de folhas"), a partir do anterior (de "função flor").
Encantei-me com a simplicidade da flor, ao mesmo tempo que rica em detalhes e tons do claro ao mais escuro. Particularmente, o que me chamou mais a atenção nesta Cattleya foi a forma do seu labelo, desde a base e as estrias em tons mais escuros e por fim as terminações também de um rosa escuro e nas "pontas" laterais vai se estendendo, como se quisesse tocar as sépalas. Esta bela flor existiu por 15 dias.
 
 
 
 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Lançamento Vol. 4: "As Orquídeas da Serra do Castelo"

Informações valiosas a respeito do novo volume (4) da coletânea: "As Orquídeas da Serra do Castelo".
O 4º volume de “Orquídeas da Serra do Castelo”, de Guy Chiron e Renato Ximenes Bolsanello, em edição bilíngue Português/Francês, já está sendo vendido. O objetivo dessa coletânea é fazer um levantamento das mais de 730 espécies que habitam a Serra do Castelo, no Estado do Espírito Santo.
A obra resulta de um trabalho de mais de 14 anos, período no qual aqueles pesquisadores se dedicaram à busca de documentação e a um levantamento fotográfico e taxonômico exaustivo da região. No 4º volume, com 538 páginas em papel couché, são registradas 210 espécies de 69 gêneros, com 246 fotos e 190 ilustrações em nanquim. O livro traz notas taxonômicas, descrições morfológicas, pranchas botânicas e fotos em cores de cada espécie.
Cabe destacar que, até agora, foram lançados os volumes 02, 03 e 04 de “Orquídeas da Serra do Castelo”. Fica faltando apenas o 1º, que, segundo os autores, deverá estar pronto em janeiro do próximo ano.
As Orquídeas da Serra do Castelo é um LIVRO de consulta valioso para quem é iniciante ou pesquisador experimentado. Porém, mais do que isso, ao reunir numa única obra, 30% das espécies de orquídeas do Brasil (estima-se um total de 2.500), chama a atenção para a importância da manutenção dos poucos trechos de Floresta Tropical Atlântica que nos restaram.
Interessados em adquirir um ou mais tomos da obra podem solicitar informações pelo e-mail: renatoxb@hotmail.com
Um enorme abraço,
M.Sc. Renato Ximenes Bolsanello
Dr. Guy Chiron
Capa deste volume 4.
Interno/páginas.
Uma postagem  anterior, abordou sobre o lançamento do 3º volume (confira neste link) podendo ser novamente vista.