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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

2 - Aquisições 2014

No início deste ano - em fevereiro - eu publiquei aqui no Blog a primeira postagem sobre as "Aquisições 2014". Tratava-se de uma modesta lista de 6 orquídeas, das quais, 2 não estavam identificadas. Agora é diferente, a lista aumentou um pouco e todas elas estão identificadas (algumas são mudas bem pequenas e terei que esperar alguns anos para ver suas primeiras flores - ou mesmo nunca as ver), mas isso faz parte do nosso cultivo. Dentre elas, apenas a LC. Gold Digger e a Ionopsis Utricularioides já floriram.
LC. Gold Digger.
Potinara Burana Beauty Burana.
Mormodes.
Masdevallia Floribunda.
BC. Saint Andre.
Ionopsis Utricularioides.
Aspasia Lunata.
LC. Mary Ellen Carter 'Dixie Humminbird'.
Cycnoches Pentadactylon.
Vanilla Bahiana.
BC. Maikai.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

1 - Bicharada no Orquidário

O meu orquidário é quase um micro ecossistema, dada a quantidade de seres vivos que se usam da sua estrutura para se desenvolverem e se alimentarem (ou se defenderem); havendo, ainda, certa cadeia alimentar entre os mais diversos animais (principalmente insetos e pequenas lagartixas).
Pelo fato de estar rodeado por algumas árvores e outras flores e jardim e silvestres, torna-se ainda mais visitado por borboletas, moscas, insetos diversos, grilos, abelhas, lagartas e os pequenos lagartos ("catengas" e "calangos-cegos") que vão se deliciar com alguns insetos.
As moscas  adoraram (talvez o odor) das flores do Oncidium twinkle 'wine red'.
A lagarta se "metamorfoseou" na estrutura do orquidário.
  
Essa abelha ficou por muito tempo tentando se confundir com o verde das folhas da Rodriguezia bracteata. Ela também adorou o cheiro das flores dos diversos Catasetums.
 
A pequena libélula imperou, por minutos, no ápice d'um bulbo de Dimerandra emerginata.
Essa pequena borboleta repousava num arame, da estrutura do orquidário.
O pequeno e frágil mosquito descansava numa pétala da Phalaenopsis pintalgado.
Já essa lagarta repousou numa folha de Phalaenopsis alba.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

179 - Orquídea: Xylobium foveatum



“Xylobium é um gênero botânico pertencente à família das orquídeas. O gênero Xylobium foi proposto por John Lindley em 1825 (...). O nome vem do grego xylon, madeira ou mata, e bios, vida, indicando que essas plantas vivem nas matas ou sobre madeira. Este gênero agrupa cerca de 30 espécies de crescimento cespitoso; epífitas, ou terrestres e humícolas, ocasionalmente rupícolas, de porte e aspecto variáveis, distribuídas em ampla região, que vai do México ao sul do Brasil (...)”.
“Apresentam pseudobulbos robustos em regra alongados ou fusiformes, de seção redonda ou elipsóides separados por curtíssimo rizoma, em regra portando 1 ou 2 folhas grandes, com nervuras salientes pelo verso, atenuadas para a base (...). A inflorescência é racemosa, relativamente curta, horizontal ou semi ereta, raramente pendente (...). Pode ter poucas ou muitas flores alvacentas, avermelhadas ou pintalgadas, de muito pequenas a médias. As flores apresentam sépalas parecidas entre si, porém a dorsal algo mais estreita, as laterais concrescidas na base, formando pequeno mento com o pé da coluna. Pétalas similares às sépalas porém um pouco menores. Labelo articulado com o pé da coluna, trilobado, com lobos laterais erguidos, e mediano carnoso e caloso em sentido longitudinal. Coluna ereta, mais grossa na base, com pé proeminente e antera apical, com 2 pares de polínias cerosas[i]”. 
A continuação do nome: foveatum (significa) com cova

[i] Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Xylobium> Acesso em jun. de 2013.
 
Encontrada em “Jamaica, México, Belize, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e no Brasil, é orquídea epífita de tamanho médio; em altitudes de até 100-1.800 m. (...); gosta de sombra densa”.
Sinônimos:“Maxillaria concava Lindley 1844; Maxillaria foveata Lindley 1839; Maxillaria stachyobiorum Rchb.f 1852; Xylobium concavum (Lindl.) Hemsl. 1884; Xylobium ecuadorense Rolfe 1913; Xylobium filomenoi Schlechter 1921; Xylobium stachyobiorum Hemsl. 1883[i]”.

Observação endógena: o que dizer desta orquídea? Uma maravilhosa surpresa! Ver sua florada de pertinho foi uma sensação incrível, por causa da beleza das flores e da maneira como elas se formam, se abrem e perfumam o ambiente "calmamente"! Eu a adquiri em junho do ano passado, através de uma permuta com uma orquidófila de Rondônia. E pouco mais de 1 ano depois, em julho deste ano, ela iniciou esta floração incrível: 12 flores de perfume inédito, para meu olfato; elas duraram pouco mais de 7 dias, mas de muito proveito, pois também, proporcionou fazer fotos muito boas (acredito).
 
 
 

[i] Disponível em: <http://www.orchidspecies.com/xylofoveatum.htm> Acesso em jun. de 2013.

domingo, 10 de agosto de 2014

Orquideas.eco

Olá amigos e leitores do "Orquideas-Bromelias"!
Venho anunciar a minha colaboração no conceituado site sobre Orquídeas "Orquideas.eco.br".
Aceitei com muita satisfação o convite do seu titular, Luis Renato, que gentilmente me estendeu uma parceria que já rendeu 2 artigos publicados.
Obs. a parceria não é exatamente com o "Orquídeas-Bromélias", mas sim comigo.
O primeiro artigo lá publicado se chama "O primeiro encontro" e o texto que segue é "Quem sabe pouco é quem sabe mais..." Vamos ler?
Por fim, independentemente de termos estreitado esta parceria, convido a cada um de vocês a conhecer o "Orquídeas.eco", dada a sua qualidade e a maneira original com que apresenta fotos e informações sobre as orquídeas (as mais variadas).
 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Botões de cor escandalosa!

Os botões em questão são da orquídea híbrida Pot. (Potinara) haw yang gold. As potinaras são resultantes do cruzamento entre 4 gêneros de orquídeas, são eles: Brassavola, Cattleya, Laelia e Sophronitis. De resultado, obtém-se plantas mais resistentes a pragas, mais adaptáveis em determinados climas e produtoras de florações incríveis, principalmente na coloração dos botões e das flores (a depender da espécie que acompanhava cada gênero, participante do cruzamento).
Mas, da minha parte, ainda não dá para falar muito das Potinaras, pois esta é minha primeira a florir; fator que me levou a fazer tal postagem, admirando a beleza (cor) desses botões (na sequência, numa postagem sobre suas flores, falaremos mais sobre o seu desenvolvimento, aqui no Nordeste do Brasil). Publicar sobre botões não é a minha praia, mas há um amigo desse ramo que é mestre: o Sérgio, do Orquídeas no Apê, (estamos sempre a aprender); e quem ainda não conhece a sua página na internet, está perdendo coisa boa...!

domingo, 3 de agosto de 2014

244 - Orquídea: Arundina graminifolia


Esta postagem foi intitulada da maneira padrão, neste blog, mas poderia ter sido elaborada com alguma das perguntas abaixo; sim, pois, foi esta a motivação para tal postagem:
  1. Por que esta orquídea não faz parte da maioria das coleções? 
  2. Seria pelo fato de ser popular?
  3. Ou é uma concepção histórica (um modismo) atribuído à sua aplicação?
Então, fui buscar algumas respostas em sites e blogs, a fim de compreender estas e outras indagações:
  • De acordo com o Jardineiro.net, a Arundina graminifolia é uma “orquídea terrestre bastante rústica  (...) e se encaixa perfeitamente no estilo dos jardins tropicais e contemporâneos[1]”.
  • Para o site Jardim de Calateia, trata-se de “uma das poucas espécies de orquídea terrestre amplamente comercializada, (...) destaca-se pela capacidade de se adaptar a diversas situações paisagísticas. (...) é utilizada tanto como cerca viva quanto em conjuntos isolados, a beira de espelhos d’água, ou, ainda, em jardineiras adornando a entrada da casa ou estabelecimento comercial. Sendo planta de fácil manutenção, conquistou o gosto popular. (...) o porte incomum, o crescimento rápido e sua popularidade talvez sejam alguns dos motivos porque essa orquídea ao mesmo tempo vigorosa e delicada, não tenha conquistado o gosto dos colecionadores (...)[2]”.
  • No Minhas Plantas também há uma excelente reportagem (completa e atrativa) sobre esta orquídea, mas destaquei apenas um pedacinho que interessa a nossa apresentação: “a orquídea-bambu é a mais popular entre as irmãs – em muitas ilhas havaianas, aliás, ela se tornou tão comum quanto as flores nativas[3]”.
  • De acordo com o Global Relva ela (orquídea bambu) “tem ganhado cada vez mais espaço nos jardins do Brasil. A principal razão para tal conquista é a beleza de sua flor, mas a pouca manutenção e rusticidade da planta também favorecem a preferência[4]”.
  • Já o Terracota Jardinagem explicita que é “uma espécie muito utilizada em projetos de paisagismo em estilo tropical e contemporâneo, e de fácil manutenção; com inflorescência e ramagem extremamente ornamentais; a floração surge no ápice dos caules, durante todo o ano, juntamente com os keikis[5].
  • Para o Plantas Sonya “(...) pode ser utilizada como bordadura, renques, ou isolada no jardim, assim como em vasos e jardineiras, sozinha ou compondo com outras plantas (...). No paisagismo: forma touceiras e seu uso junto a muros ou paredes ensolaradas causa belo efeito, bem como em canteiros isolados[6]”.
  • Para o blog Meu Cantinho Verde ela pode ser cultivada “ao longo de muros, podendo ser utilizada como cerca viva. Também é utilizada em grandes grupos ou isolada, ao redor de árvores maiores[7]”.
  • Algo parecido está escrito no Orquidário dos Oliveira: “a Arundina bambusifolia, ou Orquídea-bambu, é uma das espécies terrestres mais populares e preferidas pelos paisagistas pelo belo visual que proporciona num jardim[8]”.
Resumindo e ainda perguntando: ela não é almejada por colecionadores por que? ... é  mais indicada para a criação de jardins; é amplamente comercializada; é indicada em paisagismos; usada como planta ornamental; é utilizada como cerca viva; é popular...!
 
 

[3] Disponível em: http://www.minhasplantas.com.br/plantas/orquidea-bambu/ Acesso em jul. de 2014.
[5] Disponível em: http://terracotajardinagem.com.br/?p=9635 Acesso em ago. de 2014.

domingo, 27 de julho de 2014

Um pedaço que resiste: refúgio de Orquídeas


Neste pedaço de chão - no Estado de Alagoas - Nordeste do Brasil, podemos ainda encontrar um pequeno conjunto de animais, como gaviões, canários, juritis, tatus, gambás, cobras etc. e de plantas, árvores como: ipê (roxo e amarelo), jacarandá, rama branca, barriguda, baraúna, cedro, angico dentre outras; num vai e vem, pelo solo e de baixo para cima (vice-versa), os cipós (de diversas índoles) conectam quase todo esse último refúgio de mata, numa só unidade de respiração salutar, ainda desfrutando um pouco de proteção e direito à vida. Particularmente as árvores, abrigam uma infinidade de bromélias (se destacando as do gênero aechmea e tillandsia) e de orquídeas epífitas, destacando-se os gêneros: Brassavola, Cattleya, Dimerandra, Encyclia, Epidendrum, Oncidium, entre outros; e no seu entorno – nos cercados -, o gênero Catasetum. Além desses, o gênero de orquídea terrestre Oeceoclades e ainda uma série de outras plantas que permeiam todo o solo; Commelinaceae, Maranta leuconeura etc. formam um belíssimo tapete verde, com mesclas de folhas secas. 
É uma pena que lugares tão ricos em beleza natural (reais abrigos de animais e vegetais) sofram dia a dia a ameaça de destruição, por nós humanos!
Por esta foto, retirada do Google Maps (https://maps.google.com.br/) e editada, observamos o espaço que era, antigamente, ocupado pela referida mata, e o espaço mais denso, preservado  no momento.
Parte da área devastada, ainda com algumas árvores, repletas de bromélias.
Partes do pequeno pedaço preservado.
 
Nesta área, uma touceira de Prosthechea abbreviata.
Aqui vemos, entre outras, Dimerandra emerginata.
Cattleya labiata em flor.