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terça-feira, 22 de maio de 2012

1 - "Pseudo-artigo" - Epidendrum fragrans

Epidendrum fragrans
Uma historieta de superação


 Sobre as Orquídeas, o nome advém da língua grega; do radical grego Orchis que significa “testículo”, essa analogia procede da aparência dos dois tubérculos que constituem a base vegetativa de algumas espécies. As orquídeas são classificadas na divisão Spermatophyta, subdivisão Angiospermae, classe Monocotyledonae, ordem Microspermae e família Orchidaceae. A família é uma das maiores de plantas floríferas, englobando quase 1/7 das existentes no planeta. É composta por cerca de 1.000 gêneros e 20.000 espécies. “Foram os orientais os primeiros a fazerem referencia às orquídeas. O primeiro livro sobre o cultivo das orquídeas, foi provavelmente escrito em chinês no ano 1000 d.C.” (KAYASIMA; DEUTSCH, L, 1989).

Quanto ao crescimento, há dois tipos: o monopódico: quando a orquídea apresenta caule ereto que de ano para ano se torna mais alto; e o simpódico, quando a cada ano se forma um novo caule, em rigorosa sequência horizontal. Assim, cada caule brota de uma intumescência na base da planta: o pseudobulbo, que armazena as reservas nutritivas.
A maioria elabora seus próprios alimentos; algumas os retiram de matéria orgânica decomposta, como paus podres, ou são auxiliadas por um fungo que vive em suas raízes. As orquídeas são bissexuais, com estrutura reprodutora única.
 
 
Neste “pseudo-artigo” procuramos apresentar algumas informações sobre o gênero Epidendrum, cultivado no agreste de Alagoas, Nordeste do Brasil. Do grego Ep(i) = sobre + dendrum = árvore. Sua marca também é a qualidade de epífita.
Escrevemos aqui sobre o gênero Epidendrum, que é composto por mais de 1.100 espécies de orquídeas. Especificamente sobre a variedade fragrans. A fragrância agradável a torna uma das orquídeas encontradas em quase todos os orquidários domésticos.
A espécie fragrans é de porte mediano, folhas e pseudobulbos bem definidos e produz flores – geralmente – com tonalidades esbranquiçadas, mas sem tomar totalmente a qualidade de albas; apresenta ainda detalhes em finas faixas verticais de um violeta suave, na sépala (maior) superior ao labelo. Fazendo jus ao “sobrenome”, exala agradabilíssimo perfume.
Se deixadas sobre os galhos mais grossos das árvores podem chegar a ter 36 pseudobulbos e até mais, além de florir em até mais de 6 deles, totalizando mais de 20 flores perfumadas. Se num vaso, que deve ser um tipo placa ou algo parecido, não se poderá ter tantos pseudobulbos, nem flores, evidentemente.
 
 
Fizemos um acompanhamento empírico num exemplar de Epidendrum fragrans que fora coletado em 2007, numa área de devastação ambiental, no agreste de Alagoas. Apresentamos aqui informações angariadas em 5 anos sobre esta orquídea. As primeiras flores só ocorrem 6 meses depois de ser coletada.
Há de se considerar que ela contava com apenas 3 pseudobulbos pouco saudáveis na época da coleta; porque se encontrava derribada sobre o chão, em meio as gramíneas, também amarelecidas pela ação devastadora do sol de verão, tão intenso nesta região do Brasil. Após ser colocada num local adequado: um pedaço de madeira maciça, porém envelhecido, livre do sol direto e sob regas controladas, vieram, (meses depois) as primeiras flores: já estávamos em 2008. Em março deste ano ela encontrava-se com apenas 3 flores em 1 pseudobulbo, foi neste ano que experimentamos sua fragrância e decidimos pela sua evolução (foi também, neste ano que ela demonstrou sobreviver e querer prosseguir). Em 2009, assim como no ano anterior, ela estava fixada numa estaca, dentro do espaço coberto por uma tela, no “pseudo-orquidário”; neste período, por termos viajado e deixado-a sob outros cuidados, não teve uma floração evolutiva (lhe faltou rega, acreditamos), exibindo apenas 2 flores em apenas 1 pseudobulbo, mas neste ano já contava com 5 pseudobulbos (sendo 3 deles adormecidos), esta floração só veio a ocorrer no mês de maio. Em 2010 as flores ocorreram em março e somaram 6 flores em 2 pseudobulbos; detalhando melhor esta floração: o invólucro protetor pôde ser visto em 29 de março e a primeira flor surgiu em 14 de abril; posteriormente, no mês de agosto deste ano fizemos uma observação neste exemplar: já possuía 10 pseudobulbos (7 a mais que em 2008), o maior deles detinha 5 cm de comprimento e a maior folha tinha 18,5 cm de comprimento. Em 2011 a floração se consolidou em abril e as flores somaram 11, em 4 pseudobulbos. Já em 2012, por conta de mudanças no “pseudo-orquidário” (ela permaneceu por cerca de 2 meses apenas embaixo de uma árvore, para que outro espaço fosse construído), as flores reduziram em 1 – sendo 10 flores – em relação ao ano anterior; estiveram plenas em abril de 2012.
 
 
MÊS PREDOMINANTE DE FLORES
QUANTIDADE DE PSEUDOBULBOS
QUANTIDADE DE FLORES
2008
Março
01
03
2009
Maio
01
02
2010
Março
02
06
2011
Abril
04
11
2012
Abril
03
10
Tabela 1: Epidendrum fragrans: floração escriturada em 5 anos.
 
 
            Constatamos que há uma predominância das flores nos meses de março e abril, fator diretamente condicionado a ligações de tempo e clima, assim como as manipulações humanas circunstanciais.
            Nosso desejo é continuar vivendo em meio às essas plantas prodigiosas, que não medem esforços para conquistar aos polinizadores naturais, assim como aos humanos sensitivos. Esperamos poder ainda escrever sobre este gênero, sobre esta espécie e poder contar acontecimentos de superação.

Mais informações em:


BIBLIOGRAFIA*


KAYASIMA, Masuji; DEUTSCH, L. A. Orquídeas Brasileiras: classificação e história das orquídeas. SERCOM; DESEMP. Dez. 1989.
LUZ, Joaci de Freitas. O Mundo das Orquídeas. Ano 3, n° 11.
____, Joaci de Freitas. O Mundo das Orquídeas. Ano 4, n° 17.
____, Joaci de Freitas. O mundo das Orquídeas. Ano 4, nº 18.
NOVA ENCICLOPÉDIA BARSA. 6. ed. São Paulo: Barsa Planeta Internacional Ltda., 2002. V. 07.
PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.
SERQUEIRA, Carla. Matas do Interior escondem raridades. In: Gazeta de Alagoas. Maceió, Sábado, 04 de Fevereiro de 2007. Ano LXXII, n° 576.


* CONSULTADA/ INDICADA.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

11 - ORQUÍDEA - Oncidium cebolleta


Oncidium cebolleta.
O Oncidium cebolleta é uma espécie de orquídeas do gênero Oncidium, também chamada de dama dançante, da subfamília Epidendroideae, da família das (Orquidáceas). O nome científico provêm do latim Oncidium = "inchação", "tubérculo" e "cebolleta" por causa do formato de suas folhas, não é a toa que esta orquídea é chamada de orquídea de folhas de cebola.
Esta espécie é nativa do Sul do México, da América Central, da Venezuela e do Brasil. Esta Orquídea se desenvolve sobre árvores. Área de clima quente e úmido de terras entre 150 e 1.700 metros de altitude con luz forte e florecendo nos meses de temporada seca do bosque.
O Oncidium cebolleta é uma orquídea epífita e ocasionalmente rupícola, com pseudobulbos cilíndricos achatados lateralmente de onde saem apicalmente duas folhas coriáceas carnosas, em seu centro saem duas hastes florais de pequenas e numerosas flores. Possui um ramo floral paniculado. Flores em racimo médio de muitas flores, de 4 cm de tamanho, de cor amarelo forte com manchas de cor de café.
Oncidium cebolleta. Haste floral e pequeninos botões
na ponta.
Tem preferência por muita claridade ou com sombra moderada. Para cultivar, deve-se plantar em um tronco com a base reta não muito largo, para que se possa manter em pé e se coloca a orquídea amarrada a um tutor ao leste. Pode ser colocado no exterior como os Cymbidium para estimular a floração. Em seu desenvolvimento precisa de regas frequentes, porém, quando chega a fase adulta, diminuir as regas até deixá-lo quase sec (Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oncidium_cebolleta; http://www.orquidariocuiaba.com.br/fichas-de-orquideas/oncidium-cebolleta-jacq-sw/. Acesso em: novembro de 2011).
Oncidium cebolleta. Flores que se doam.
 Observação endógena: aos 24 de abril de 2011 eu - meu irmão e meu tio - retornamos a pouca reserva de mata que há na zona rural de Palmeira dos Índios - AL. E foi justamente na área devastada desta mata – numa árvore de Arapiraca tombada, que encontramos o exemplar mostrado.
            Aparentemente é semelhante a uma Brassavola tuberculata (se julgada pelas “folhas” roliças e alongadas), pseudobulbos e folhas, porém em tamanho bem maior, assim como detinha resto de uma cápsula de sementes na última haste floral (inclusive este resto de haste floral levou-nos crer que não se tratava apenas de uma Brassavola tuberculta bem desenvolvida (evolution)). Essas duas características nunca nós observamos na “comparada”. O maior, destes “tentáculos” chegava a 42 cm comprimento; +/- 1,8 cm de diâmetro e +/-1,9 cm no pseudobulbo.
Oncidium cebolleta. O exemplar numa visão quase total.
Desde as singulares "folhas" até a extensão da haste e flores.
            Após a sua floração, em cujas fotos, pudemos identificá-la com precisão. Trata-se de um belíssimo e surpreendente Oncidium Cebolleta.







Oncidium cebolleta.

Oncidium cebolleta.

Oncidium cebolleta.

Oncidium cebolleta. Meses depois da floração, o nascimento d'outro pseudobulbo.


Oncidium cebolleta. O novo pseudobulbo em vigoroso crescimento.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

10 - ORQUÍDEA - Schomburgkia crispa

Schomburgkia crispa.
"Em Alagoas, conhecido seu habitat, (região de Palmeira dos Índios, preferencialmente divisa com Pernambuco), se não já extinta, disto se aproxima, porquanto - ao que tudo indica - não é planta dispersa em outras áreas do nosso Estado" (PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. – Maceió: IMA-AL, 2000, p. 275).
Observação endógena: a respeito da localização onde se encontra a orquídea supracitada, gostaria de enfatizar a região serrana de Palmeira dos Índios - AL, especificamente no povoado Sítio Novo. Lá, existem umas casas isoladas na beira da estrada velha de terra. Pois bem, em frente à antiga casa que eu morava com minha família existia uma bela mata, com árvores centenárias e excelentes para o abrigo dos animais, típicos da nossa região, tais como: cobras, tatus, pebas, teiús, raposas, saguins, guarás, gambás e casacos e até jacarés nas grandes barragens vizinhas, dentre outros; além de uma infinidade de aves, tais como: anus, rolinhas, juritis, codornas, bem-te-vis, canários, galos de campina, pintassilgos, pássaros pretos, cabeças pretas e caboclinhos etc. Com o passar dos tempos a mata mudou de dono, ou melhor, parte dela caiu nas mãos de um homem que praticamente implorava aos moradores para que eles derrubassem árvores e tirassem as madeiras, para consequentemente, transformar aquela parte de terra em pastagens para o gado.
Schomburgkia crispa.
Flores prontas para "eclodir".
Antes disso, na primavera, as árvores, na maioria ficavam cobertas de cor violeta, eu imaginava que fossem os ipês, mas lá sequer tem desta tonalidade, só depois constatei que eram grandes glóbulos desta incrível orquídea que coloriam aquela paisagem.
Então o tal devastador conseguiu, aos poucos, destruir sua parte de mata; era horrível ver todos aqueles gêneros de orquídeas e bromélias inertes sobre o chão, ferozmente arrancadas dos graúdos troncos que lhe serviam. Aquelas pobres inquilinas, maioria delas, ficava totalmente suscetível ao calor forte e a destruição; inúmeras morriam em algumas semanas.
A outra parte da mata ainda é preservada. Até quando estará a salvo?

Finalizando deixo claro meu protesto de indignação contra aquele terrível desmatamento que as autoridades tomaram conhecimento e se fingiram à parte em nome da hipocrisia e da corrupção, inerentes a eles.
Principalmente nesta área devastada a incidência de Schomburgkia Crispa era bastante forte, os grandes aglomerados delas, decepados dos troncos abrangiam áreas de cerca de 1 m quadrado ou mais.
Schomburgkia crispa.
Aqui vê-se a extensão desta haste floral.
As flores ainda protegidas pelo
invólucro.
Algumas delas, principalmente as menos extensas e pesadas foram resgatadas por mim e passaram a fazer parte de uma "coleção", não vaidosa, mas parceira, elas fazem parte de minha projeção, seja a plenitude da vida, seja a decadência da vida.
"O gênero Schomburgkia Crispa Lindley alcança cerca de 17 espécies distribuídas do México ao Brasil. A planta é caracterizada por amplos pseudobulbos bifoliares, de folhas grandes saindo do ápice, de onde sai também a inflorescência em longas hastes com mais de 70 cm de comprimento, em cuja ponta forma-se singular buquê de flores muito perfumadas. As sépalas e as pétalas são crispadas. Suporta luminosidade de 50% a 60%; sua floração dura cerca de 20 dias" (Disponível em: <www.orquidariocuiaba.com.br>. Acesso em: 15/08/2008).
Schomburgkia crispa.
          Observação endógena 2: na floração de 2011, composta por duas extensas hastes florais, uma delas atingiu a marca de 1,42 m de comprimento/altura; porém, um total de apenas 8 belíssimas flores.






 
Schomburgkia crispa.

Schomburgkia crispa.

Schomburgkia crispa.

Schomburgkia crispa.

Schomburgkia crispa. Algumas flores já cedem lugar às cápsulas de sementes.

Schomburgkia crispa.

quinta-feira, 22 de março de 2012

9 - ORQUÍDEA - Cattleya labiata amesiana suave

Cattleya labiata amesiana suave.
          Grosso modo, a Cattleya labiata pode ser caracterizada pelas seguintes tonalidades: amesiana; amesiana suave e rubra.
         Nesta primeira postagem você verá as fotografias de Cattleyas labiatas amesianas suaves; posteriormente postagens com as demais tonalidades.
          “Sobre a rainha das orquídeas nordestinas, muito já se tem escrito. Baseados em diferenças nas cores e formas do labelo da Labiata, diversos autores registraram centenas de sub-variedades. É bastante dispersa em Alagoas e prefere altitudes a partir de 400/450 metros”.
           “No final do verão e principio do outono, nossos orquidários são enfeitados pelas flores de Cattleya labiata. Além das belas flores, somos premiados com seu magnífico perfume que é exalado principalmente na parte da manhã. Foi classificada e descrita por John Lindley, em 1821. Ela é considerada o protótipo de todas as Cattleyas do grupo das labiatas (PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000).
Flores em botões de Cattleya labiata amesiana suave;
recém saídas do invólucro portetor.
            É provavelmente o gênero mais vistoso e popular de orquídeas, com inúmeros híbridos de gênero misto; é distribuído por toda a América Latina, do México a Argentina, sendo que a maioria das espécies é encontrada no Brasil. Apresenta pseudobulbos altos, em forma de bastão, ou esguios, com uma ou duas folhas semi-rijas couraçadas (...). As flores, de até 10 cm de diâmetro, desabrocham de uma a seis formando uma inflorescência que emerge de invólucro protetor na base da folha, durante a primavera ou outono. Suas cores são desde o branco até o roxo” (Disponível em: <http://www.wikipedia.org/wiki/cattleya> Acesso em: 14/08/2008).

Cattleya labiata amesiana suave;
futuras flores perfumadas e belas.




          Observação endógena: contrariando “estudos” que fiz -que diziam que no Nordeste as Cattleyas labiatas floresciam entre novembro e dezembro -, elas resolveram mostrar que a natureza faz seu tempo e floriram na época que é indicada para as florações no Sul e Centro-Oeste do Brasil. E desde então elas só florescem nas primeiras chuvas do fim de fevereiro para março, às vezes desde dezembro e se estendem até abril.

            Qual a verdadeira cor das Cattleyas labiatas? Eis uma pergunta sem respostas para meros humanos. Pelo menos se quisermos dar uma resposta válida e exata, sem que façamos experimentos, por exemplo. Pois estas plantas superiores são realmente revolucionárias quanto aos seus detalhes mais íntimos e até mesmo mais visíveis. Pois se colocadas sob forte luz, demonstram fragilidade e cor clara e sensível, transmite a luz sobre suas pétalas e sépalas, como se fossem invisíveis. Se colocadas em ambientes opacos, fracos de luminosidade mostram-se rubras, escurecidas e de cores bem fortes, como que absorvendo a falta de claridade e assim se mimetizando. Se numa certa posição são de uma cor específica, noutra são de outra tonalidade. No entanto, estudiosos da área sustentam a existência das tonalidades amesiana, amesiana suave e rubra.
           Nestas primeiras fotos buscamos mostrar algumas amesianas suaves. Nas próximas postagens virão fotografias das duas outras tonalidades. Aguardem e me dêem informações corretivas ou complementares, se assim fizerem jus.
Cattleya labiata amesiana suave








Cattleya labiata amesiana suave.

Cattleya labiata amesiana suave molhadas pela leve chuva da manhã.

Cattleya labiata amesiana suave

Cattleya labiata amesiana suave

Cattleya labiata amesiana suave

Cattleya labiata amesiana suave

Cattleya labiata amesiana suave

Cattleya labiata amesiana suave

Cattleya labiata amesiana suave

Cattleya labiata amesiana suave




sábado, 10 de março de 2012

8 - ORQUÍDEA - Epidendrum nocturnum


Orquídea Epidendrum nocturnum.

"Epidendrum nocturnum: pode ser rupícola, terrestre ou epífita, sem pseudobulbo, com folhas de cor arroxeada ou verde. A flor solitária sai do ápice do caule.
Distribuição geográfica: toda Amazônia e Roraima (Norte do Brasil);
Habitat: variável, desde savana com 1.000 metros de altitude a mata inundável, de baixa altitude;
Floração: entre agosto e setembro. A flor mede de 6 a 10 cm, dura 2 dias e, por vezes, só abre a noite.
Status ecológico: sem risco de extinção" (Revista: Orquídeas na Amazônia. Ano 1; n.º 1; por Francisco Joaci de Freitas Luz).
 
Flor solitária de Epidendrum nocturnum;
como "uma estrela sem constelação".
 
"Esta espécie, de curiosa flor, passa a constar do inventário das orquídeas alagoanas (primeira relação publicada em 1981) a partir do Aditamento I, divulgado em periódicos da Universidade Federal de Alagoas - UFAL (dez, 1982) e do IBDF (atual IBAMA) no terceiro semestre de 1983.
Com suas folhas arroxeadas, planta resistente a numerosas pragas e doenças, sementes extraordinariamente férteis.

Apresenta-se como das orquidáceas mais adaptadas a substratos inúmeros, vegetando com incomum exuberância sobre dracenas, por exemplo; sementes levadas pelo ar, depositadas até sobre rochas nuas dão origem a sadias plantas, mas à sombra.
 
Epidendrum nocturnom:
a flor ainda envolvida no invólucro protetor.

Por não ser planta exigente (deve, todavia ser protegida contra a incidência direta dos raios solares). É bastante recomendável para cultivo" (PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas – Maceió: IMA-AL/PETROBRÁS/TRIKEM/, 2000 p. 191).

Observação endógena: esta Epidendrum nocturnum (epífita) mostrada nas fotografias, floriu a vez primeira em 2011. A flor, após aberta durou cerca de vinte dias até secar e manter uma cápsula de sementes. A característica de abrir somente a noite é marca registrada em seu nome. Significa que, ao inverso e outras orquídeas (como a Cattleya labiata, por exemplo, que pela manhã pode estar em botões e no fim da tarde com as flores abertas), o Epidendrum nocturnum só faz esse processo a noite, ou seja, anoitecerá com a flor envolvida no invólucro protetor e amanhecerá aberta.
  
Belíssima Epidendrum nocturnum.


Epidendrum nocturnum.

A flor está se encerrando e a cápsula de sementes começa a se formar:
Epidendrum nocturnum.

Já um pouco mais robusta alguns dias após "perder" a flor:
Epídendrumnocturnum.
Epidendrum nocturnum: capsula de sementes bem desenvolvida.
 


Terminado o ciclo de reprodução deste Epidendrum nocturnum.


Epidendrum nocturnum:
com o ciclo formado a cápsula se rompe e as minúsculas sementes são levadas pelo vento.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

7 - ORQUÍDEA - Encyclia osmantha (patens)

          Ao verificar informações e fotografias em outras fontes, esta variedade também me pareceu ser patens, mas, por não haver certeza segue descrições da variedade osmantha e respectivas fotografias.
Orquídea: Encyclia osmantha. Flores abertas e botões florais.
Em caso contrário, favor indicar-me a sua nomenclantura correta.
Orquídea: Encyclia osmantha. À luz solar e os tons de "ouro perfumado".
              Encyclia Osmantha: “O cultivo da Encyclia é fácil, principalmente - como tantas outras epífitas – se mantida sobre árvores; mas a sobrevida é longa em vasos; fibras não compactadas. Diversos materiais podem ser usados, desde os pedregulhos de quartzo com um pouco de raízes de coqueiro, bem desfibrados (PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.).
Orquídea: Encyclia osmantha.
      “Encyclia pertence a um largo gênero de orquídeas tropicais e subtropicais das Américas e Índias. Em sua maioria apresenta flores de pequeno porte, algumas perfumadas, em hastes rígidos de até 50 centímetros, com touceiras na base; pode gerar até 60 flores por haste. A maior parte das espécies é encontrada no México e Índia. Poucas espécies deste gênero são endêmicas da América do Sul. Estas orquídeas requerem cuidados semelhantes às cattleyas, mas as necessidades variam de acordo com a espécie” (Disponível em: <http://www.orquideana.com.br> Acesso em: mar. de 2007).
         Observação endógena: na verdade (sobre as mostradas nas fotos) é duvidoso classificá-la como Encyclia osmantha, pois suas características são muito semelhantes com tantas outras deste gênero. Seria necessário um conhecimento mais a fundo; quem puder ajudar-me a melhor identificá-la; agradeço.
           Por outro lado, é mais satisfatório comentar sobre sua aquisição e manutenção. Esta se trata de uma orquídea que estava arrancada de sua base natural (árvore) de maneira que não possuía praticamente nenhuma raiz em bom estado e seus pseudobulbos bastante maltratados e danificados, além de enrugados, de modo que eu não julgava sua recuperação. No entanto, surgiu um novo pseudobulbo (este que produziu as primeiras flores) a partir de outro (por sinal o mais sofrido), já que estava bastante enrijecido, como se estivesse exterminado e não possuía sequer resquícios de folhas.
Orquídea: Encyclia osmantha.
Orquídea: Encyclia osmantha. Vista quase na totalidade.
          Diante de todas as situações de maus tratos que esta orquídea sofreu, logo depois que sua base de sustentação (a árvore) fora cortada, é extremamente vitoriosa a sua floração, que atingiu um bom número de 23 flores (na primeira); nas que seguiram, até mais de 150 flores por florada; para ser mais preciso na florada de 2010/2011.

















Orquídea: Encyclia osmantha.










Orquídea: Encyclia osmantha.

Orquídea: Encyclia osmantha.




















Orquídea: Encyclia osmantha. Em termos de emissão de raízes, ela também é um espetáculo.







 
Orquídea: Encyclia osmantha. Um vivo e um morto em convívio amistoso.